19 nov 2013

As primeiras palavras


Mamães, meu pequeno Be está com 9 meses e meio e para minha felicidade já está emitindo vários sons e um dos que ele mais murmura é Mã mã mã mã mã… Vc´s não imaginam como eu fiquei boba, sinceramente não sei se ele sabe o que significa este som, ou se ele quer mesmo dizer mamãe, mas que é sensaciona,l isso é.

Pelas minhas buscas achei no site do Babycenter um artigo super interessante que vale compartilhar com vocês, pois muitas das dúvidas que surgem podem ser esclarecidas.

Bjo, bjo

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Seu bebê vai aprender aos poucos a usar palavras para descrever o que vê, ouve, sente e pensa na medida em que completa saltos de desenvolvimento mental, emocional e comportamental. Os pesquisadores agora sabem que, muito antes de um bebê murmurar sua primeira palavra, ele aprende as regras da linguagem e percebe como os adultos a usam para se comunicar.

Quando se desenvolve

As crianças aprendem a falar durante os dois primeiros anos de vida. Seu bebê começará usando a língua, os lábios, o céu da boca e qualquer dente que esteja aparecendo para produzir sons (“os” e “as” no primeiro ou no segundo mês; os murmúrios começam pouco depois). Logo, esses sons se tornam palavras de verdade (um “mamã” ou um “papá” pode escapar sem querer entre os 4 e os 5 meses, levando lágrimas aos seus olhos — quem se importa se foi intencional ou não?).

A partir daí, seu bebê vai aprender mais palavras com você, com seu parceiro e com quem mais estiver perto dele. Entre 1 e 2 anos, ele começará a formar frases com duas ou três palavras.

Como se desenvolve

O choro do seu filho ao nascer é a primeira incursão que ele faz no mundo da linguagem. Naquele momento, ele expressa o choque de sair do confinamento gostoso do útero e de estar em um lugar desconhecido. A partir de então, vai absorvendo os sons, os tons e as palavras que moldarão a forma com que ele vai falar.

A fala está ligada de forma inextricável à audição. Quando ouve as outras pessoas conversarem, o bebê aprende os sons das palavras e como as frases são estruturadas. De fato, muitos pesquisadores acreditam que o trabalho de compreender a linguagem começa enquanto o bebê está no útero. Assim como antes de nascer o bebê se acostuma ao compasso dos batimentos do seu coração, ele entra em sintonia com o som da sua voz. Dias após o nascimento, é capaz de discernir a sua voz das dos demais.

De 1 a 3 meses

A primeira forma de comunicação do seu filho é o choro. Um grito agudo pode significar fome, enquanto choramingos curtos e repetidos podem assinalar a necessidade de trocar a fralda. Depois de algum tempo, o pai e a mãe aprendem a reconhecer os diferentes tipos de choro, para atender melhor às necessidades da criança. Dá para distinguir o choro de cólica do choro de fome, por exemplo.

À medida que o bebê cresce, vai desenvolvendo um repertório delicioso de gorgolejos, suspiros e arrulhos, tornando-se uma minifábrica de som. Sobre a capacidade de entender a linguagem, os linguistas dizem que os bebês de até 4 semanas são capazes de fazer a distinção entre sílabas similares, como “ma” e “na”.

Quatro meses

Neste ponto, seu filho vai começar a balbuciar, combinando consoantes e vogais (como “dadá” ou “babá”. Os primeiros “mama/ã” e “papá” podem escapar aqui e ali, e embora certamente façam você e seu companheiro se derreterem todos, não significam que o bebê já relacione direito as palavras a vocês. Isso vem depois, quando ele estiver com quase um ano.

As tentativas dele de falar vão parecer um jorro de monólogos em outra língua qualquer, infindáveis torrentes de palavras. A vocalização é uma brincadeira para a criança, que faz experiências usando a língua, os dentes, o céu da boca e as cordas vocais para produzir todo tipo de sons engraçados. Ela se diverte quando descobre que é ela quem faz tudo aquilo, fica estimulada a repeti-los e a procurar novos barulhos.

Nesse estágio, os balbucios têm os mesmos sons, não importa se a família do bebê fale português, inglês, francês ou japonês em casa. É possível perceber uma preferência da criança por determinados sons (“ca”, “da” ou “auá”, por exemplo), repetidos por ele sem cessar porque ele gosta do jeito como soam e da sensação na boca que eles produzem quando são pronunciados.

De 6 a 9 meses

Quando a criança balbucia e emite sons, eles até parecem fazer algum sentido. Isso ocorre porque ela passa a usar tons e padrões similares aos que você usa. Estimule o seu bebê a balbuciar lendo para ele, cantando e conversando.
De 1 ano a 1 ano e 5 meses

Ele usa uma ou mais palavras e sabe o que elas significam. Pratica até mesmo a inflexão, elevando o tom ao fazer uma pergunta, como “co-lo?”, quando quiser ser carregado, por exemplo. A criança percebe a importância da fala e o enorme poder que representa o fato de ser capaz de expressar suas necessidades.
De 1 ano e meio a 2 anos

 

O vocabulário pode incluir até 200 palavras, muitas delas nomes. Entre 1 ano e meio e 1 ano e 8 meses, as crianças aprendem uma média de dez ou mais palavras por dia. Algumas aprendem palavras novas a cada 90 minutos, uma média impressionante. Cuidado, portanto, com o que diz na frente do seu filho! Ele vai também juntar duas palavras, formando frases básicas como “É meu” (bem típica do comportamento possessivo dessa fase!).

Aos 2 anos, usará frases com três palavras e cantará canções simples. O senso de identidade dele vai amadurecer e ele começará a falar sobre si — do que gosta e do que não gosta, o que pensa e sente. Os pronomes podem confundi-lo e é possível que você o pegue dizendo “nenê fez”, em vez de “eu fiz”.
De 2 a 3 anos

A criança terá um pouco de dificuldade para empregar o volume apropriado para falar, mas logo aprenderá. Também começará a desvendar os macetes dos pronomes, como “eu” e “você”. Entre 2 e 3 anos, seu vocabulário aumentará para até 300 palavras. Ela usará nomes e verbos juntos para formar frases completas, embora simples, como “Eu quero agora”.

Quando fizer 3 anos, seu filho usará a fala com mais sofisticação. Será capaz de manter uma conversa e ajustar o tom, os padrões de fala e o vocabulário ao parceiro da conversação. Usará, por exemplo, palavras mais simples com outras crianças, mas será mais sofisticado com você.

É possível que você já entenda tudo o que ele diz. A maioria das crianças nessa idade é fluente ao dizer o nome e a idade, e responde prontamente a uma pergunta. Nesse estágio, você pode corrigir eventuais palavras ou concordâncias simples ditas pela criança, de preferência repetindo a frase ou palavra do modo correto, sem advertir seu filho por ter falado “errado”.

O que vem pela frente

À medida que seu filho cresce, ele fica mais tagarela. Você mal vai se lembrar da época em que ele não falava e vai se divertir ouvindo sobre os trabalhos que ele fez na escola, sobre o que a amiguinha Sabrina comeu no almoço, o que ele acha da madrasta da Cinderela e qualquer outra coisa que ocupe a mente dele. Ele também começará a lidar com a habilidade mais complexa da escrita.

O que você pode fazer

É simples: converse com seu filho. Pesquisas mostraram que crianças cujos pais falavam bastante com elas na primeira infância tinham um QI significativamente maior que o das outras crianças. O vocabulário delas também se mostrou mais rico que o de crianças que não receberam muito estímulo verbal.

Você pode começar já na gravidez, de forma que o bebê se acostume com o som da sua voz, o que já pode ir estimulando conexões no cérebro dele. Leia um livro em voz alta ou cante para o bebê enquanto estiver no banho. Tudo bem, é possível que você se sinta estranha fazendo isso. Se for o seu caso, não precisa ficar culpada, ele já ouvirá bastante a sua voz quando você falar com outras pessoas.

Quando o bebê nascer, converse enquanto estiver trocando a fralda, dando de mamar ou dando banho, e dê um tempo para que ele responda com um sorriso ou olhando nos seus olhos. Um bom jeito de começar é simplesmente descrever o que você está fazendo: “Agora a mamãe vai colocar você na água quentinha (e assim por diante)”. Por volta dos 5 meses, você poderá perceber que ele presta atenção aos movimentos da sua boca. Continue falando e em breve ele começará a tentar conversar também.


11 nov 2013

Sumiço – Ajuda para administrar, melhor o meu tempo!


Querida leitora, primeiramente gostaria de me desculpar e explicar o porque deste sumiço, puxa desde que o Blog nasceu em novembro de 2010, nunca ficou tanto tempo sem post.  Infelizmente estou trabalhando muito, e não tenho tido tempo para nada, chego em casa a noite, cansada e depois daquele transito básico de quem mora em São Paulo que quero apenas brincar e curtir meu pequeno. Nos finais de semana a mesma coisa, sabe aquela culpa da mãe que trabalha fora, então chega os finais de semana e quero aproveitar para levar o Be ao parque, na piscina enfim despender meu tempo ao lado dele.

Será que só eu passo por isso, ou a grande maioria das mães tem dificuldade de organizar bem seus horários depois que nasce o primeiro filho? Fico me questionando, pois se com um já é difícil com mais então nem se fala. – No meu caso ainda não consegui voltar a minha antiga rotina de trabalho, academia, drenagem, unhas, entretenimento e etc… E olha que eu tenho Babá todos os dias! Mas afinal quem é a mãe? Se eu não disponibilizar tempo, com qualidade para o meu filho, quem o vai fazer?

Embora eu fale isso, confesso lá no fundinho que isso não me chateia, o prazer que tenho ao lado do Bernardo é tão grande que compensa qualquer coisa… Já foi o tempo que eu ia para a academia 6 dias por semana, agora quando consigo ir 4 já considero uma vitória. Mas, cada gargalhada, cada palavrinha (mamama, papapa, ba…), cada gesto vale MUITO.

Vou aproveitar para dizer que está tudo bem, e aproveitar para pedir algumas dicas para as mamães que melhor do que eu conseguem se planejar melhor.

Saudades de todas vocês and WELCOME BACK ;)

Bjo, bjo

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21 out 2013

Resolva o medo junto com seu filho


Objetos de estimação também podem ajudar a criança na hora de enfrentar situações potencialmente assustadoras, como encontrar pessoas novas ou ir ao médico. Deixe-a fazer isso. Ela provavelmente vai parar de carregar o objeto para todo lugar por volta dos 4 anos, quando terá aprendido outros jeitos de se acalmar na hora do medo.

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Explique, exponha e explore

Uma criança assustada às vezes consegue superar o medo se você lhe der uma explicação simples e racional sobre o que está acontecendo. Por exemplo, se ela acha que vai ser sugada pelo ralo da banheira, você pode simplesmente dizer: “Águas e bolhas descem pelo ralo, mas crianças e patinhos de borracha não”. Ou explique que a ambulância precisa fazer um barulho alto para que outros carros saibam que têm que sair do caminho.

Para algumas crianças, uma demonstração pode ajudar. Seu filho pode ficar aliviado ao ver que o aspirador de pó suga migalhas, areia e sujeira, mas não consegue pegar o brinquedo dele ou os dedos do papai.

Um passeio ao anoitecer pode fazer com que a noite pareça mais mágica do que assustadora. Seu filho treme diante da tesoura do cabeleireiro, deixe o profissional cortar uns fios de seu cabelo primeiro, para mostrar que não machuca.

Se experiências passadas alimentam o medo do seu filho — vacinas anteriores, que o deixam assustado na hora de ir ao médico –, procure usar o bom senso. Explique que a vacina dói no começo, mas que passa rápido e que depois vocês podem fazer algo bem divertido. A promessa de uma recompensa pode ajudá-lo a se distrair.

Você também pode ajudar seu filho a aprender sobre coisas assustadoras de uma distância segura. Por exemplo, livros ou filmes em que há espíritos, feiticeiras e gatos pretos bonzinhos podem ajudá-lo a deixar de ter medo deles. Se o problema é com animais, experimente levá-lo a uma dessas fazendinhas em que dá para acariciar e alimentar os bichinhos.

Outra sugestão é contar histórias animadas, onde o personagem, uma outra criança, enfrenta o medo e “sobrevive” sem problemas. Você pode inventar a historinha ou procurar livros que falem disso.

Resolva o medo junto com seu filho

Se seu filho tem medo de escuro, coloque um abajur no quarto dele ou deixe uma luzinha acesa à noite. Também experimente lhe dar um “guarda” para protegê-lo (como um bichinho de pelúcia de que ele goste), borrife o quarto com um spray “antimonstro” (um spray com água, mesmo) ou pronuncie frases mágicas para afastar visitantes indesejados — levando a coisa a sério!

Por meio de tentativa e erro, você e seu filho vão descobrir um jeito de ajudá-lo a ter mais sensação de poder e de controle sobre as coisas que o assustam.

Leia mais sobre os pesadelos em crianças pequenas.

Use a brincadeira do faz-de-conta

Se seu filho tem muito medo do médico, experimente uma brincadeira de faz-de-conta que se passa no consultório (um kit médico de brinquedo pode ajudar). Algumas crianças se sentem mais confiantes quando vão ao pediatra levando seu próprio kit de médico.

Cuidado para não associar a figura do pediatra ou do médico com punição à criança, ou com a vacina. Não diga: “Se você não puser esse casaco vou levar você ao dr. Fulano para tomar uma injeção”. O pediatra e as vacinas devem ser vistos como algo que protege a criança, e não que está contra ela.

O problema é com estranhos? Ele pode ficar menos assustada se brincar de conhecer pessoas novas com bonecas ou bichos de pelúcia.

Não passe seus próprios medos para a criança

Se seu filho vir você suar aos cântaros porque tem uma aranha no quarto ou perceber certa tensão no ar quando você vai ao dentista, pode passar a temer essas situações também. Por isso, tente disfarçar e minimizar a sua própria preocupação.

Mas não há problema em confessar ao seu filho que você não gostava de ir ao dentista quando era criança — desde que você acrescente que ia assim mesmo, para manter os dentes bonitos e saudáveis. Isso faz com que a criança perceba que não está sozinha nessa empreitada e que você também aprendeu a superar algo assustador.

Não exagere na proteção tentando evitar o medo a qualquer custo

Muitas vezes, a primeira solução que vem à cabeça para evitar o medo é eliminar qualquer coisa que possa assustar a criança. Daí vêm as historinhas em que o lobo da Chapeuzinho Vermelho é bonzinho, ou uma Branca de Neve só com anões, sem bruxa.

Os especialistas explicam que os contos de fada tradicionais e até histórias modernas com elementos assustadores (como o filme “Monstros SA”) podem ajudar a criança a superar a fase do medo. Os heróis e heroínas dessas histórias ensinam a criança a lidar com questões como o medo e a separação.

Não existe receita. Só você conhece bem seu filho e sabe o que o perturba. Se achar que uma história ou um filme podem ser assustadores, converse com ele sobre o assunto. Às vezes, a criança pode ficar com medo de uma coisa aparentemente inofensiva, então não dá para protegê-la totalmente.

E não se esqueça de que os telejornais frequentemente são piores que filmes de terror. Se quiser assistir ao jornal com seu filho por perto, mostre-se disponível para responder a perguntas. Fique de olho para ver se ele não está assustado — aí é melhor mudar de canal ou sugerir outra atividade.

No que você deve prestar atenção

Se o medo de seu filho interfere rotineiramente nas atividades normais do dia-a-dia — ele não lava o cabelo porque tem medo de água ou não quer ir brincar lá fora porque acha os cachorros assustadores –, converse com o pediatra, especialmente se a situação se intensificar. A criança pode estar sofrendo de algum tipo de fobia ou um problema de ansiedade.

Também é bom procurar o conselho do médico se seu filho fica aterrorizado a ponto de não conseguir ser acalmado.

 

http://brasil.babycenter.com/


16 out 2013

Dormir ou não na cama dos pais


filhos

Mamães, como preciso da opinião de vocês… Desde que Bernardo nasceu sempre que estou com ele relaxando a noite levo-o para ficar comigo na minha cama. Quando ele ainda estava com dois meses, a babá que cuidava dele pegou uma virose e ficou fora por quase 10 dias, e como as noites eram bem picadas, afinal há cada 3 horas ele acordava para mamar, eu levei ele para dormir na minha cama. Ainda hoje quando estou sem ninguém, pela comodidade, levo o Be para dormir comigo. Meu marido fica louco, embora eu não ache que ele acostume, toda vez que encontramos alguns casais que tem filhos, meu marido pergunta se eles fazem o mesmo? E a grande maioria diz que não. Felizmente o Bernardo dorme muito bem no bercinho dele, todas as noites e embora ele vá para nossa cama algumas vezes quando estamos sem babá, ele volta para o quartinho dele numa boa. O texto anexo da revista crescer dá algumas dicas sobre o tema, mas gostaria muito de saber a opinião de vocês.

Bjo, bjo

Desde que seu filho nasceu, a sua cama ficou pequena demais? Saiba que compartilhar esse espaço com os filhos, apesar de muitos pais negarem, é mais comum do que se imagina. Um estudo britânico revelou que 40% dos pais deixam as crianças passarem a noite junto com eles. Não existem estatísticas sobre esse assunto no Brasil, mas os pediatras acreditam que a situação seja frequente por aqui também.

“Acredito que isso tem aumentado porque, com os pais fora de casa, o contato com as crianças é menor atualmente”, diz Gelsomina Colarusso, neuropediatra. Assim, ficar juntinhos de noite é uma maneira de compensar essa ausência, resolver alguns problemas (se a criança tiver medo de escuro, por exemplo, ou os pais muito cansados para levá-la de volta ao quarto) e, claro, de matar a saudade.

Em nossa página do Facebook, o assunto ganhou fôlego. Daiane Mendes Ferreira, mãe de um menino de 4 anos, conta que até hoje o filho dorme na sua cama e agora a luta é colocá-lo para dormir em seu quarto. “Parece fácil, mas não é. Essa transição está sendo, no mínimo, demorada e estressante. Mas nós não vamos desistir”, escreveu. Afirma, ainda, que sabe que essa situação prejudica tanto a privacidade do casal quanto a autonomia do filho.

E é exatamente isso que alertam os especialistas. Apesar de ser prazeroso dividir a cama com os filhos, como você já deve suspeitar, há riscos. A pediatra Márcia Pradella-Hallinan, coordenadora do setor de pediatria do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), faz algumas ressalvas. “A divisão da cama pode restringir os movimentos do bebê”, afirma. Além disso, diz Mauro Borghi, pediatra do Hospital São Luiz (SP) pode-se machucar ou até sufocar a criança. “É contraindicado em qualquer idade”, enfatiza. Isso sem contar o quanto o sono do casal fica prejudicado.

Pelo receio de que algo aconteça com o filho, a arquiteta Camila Cavalcante, 35 anos, nunca deixou o filho caçula, Pedro, de 11 meses, dormir com ela. “Acho perigoso um bebê dormir com os pais. Como os quartos são próximos, eu uso babá eletrônica com vídeo. Prefiro observá-lo por ela ou indo até lá mesmo”, diz. Já com a filha Gabriela, de 3 anos, há exceções. “Quando ela está doente ou em alguns finais de semana em que estamos muito cansados, eu deixo, porque dá mesmo trabalho convencê-la de dormir no quarto dela.” De fato, em algumas ocasiões, deixar a criança dormir com os pais é mais prático mesmo. Mas como lembra a neuropediatra Gelsomina, os pais precisam saber que há chances dela se acostumar - e dar o maior trabalho na hora que tiver de voltar para o próprio quarto.

O que também preocupa os especialistas são os danos ao desenvolvimento emocional das crianças. Para a pediatra Márcia, da Unifesp, dividir a cama com os filhos pode deixá-las mais dependentes. Outra crítica diz respeito à vida a dois. Se, por um lado, a cama familiar aproxima pais e filhos, pode interferir na intimidade e, assim, no relacionamento do casal.

OK. Você leu tudo isso e está se perguntando: “E agora? Como fazer meu filho dormir no quarto dele?”. Muita calma. “A transição deve ser feita de forma gradual. Uma dica é o pai ou a mãe ficar ao lado da criança, numa cadeira, por exemplo, até ela adormecer. E repetir o processo sempre que o filho acordar”, afirma Borghi. Um quarto aconchegante, um objeto de transição (como um ursinho ou paninho) e uma luz fraca para espantar o medo do escuro também ajudam, junto com muita paciência e persistência dos pais.


09 out 2013

Uso do cinto de segurança, uma necessidade


Mamães, o post de hoje tem o intuito de chamar a atenção para a necessidade de utilização do cinto de segurança, para ter ideia hoje no Brasil, acidentes de carro são a terceira maior causa de mortalidade infantil. Este artigo da revista Crescer é muito interessante e vale a pena ser lido.

Bjo,bjo

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Um estudo americano conduzido pela ONG Safety Child mostrou que 1 em cada 4 pais não coloca o cinto de segurança nas crianças quando a distância a ser percorrida é muito curta. “O risco parece ser menor por causa da distância, mas essa é uma situação que a gente acha que nunca vai acontecer, então você abre uma exceção e corre um risco sem volta”, diz Alessandra Françoia, coordenadora Nacional da ONG Criança Segura.

 

O uso do Bebê Conforto (crianças com até 13 Kg), da cadeira de segurança (entre 13 e 18 kg) e do assento de elevação (entre 15 e 36kg) é essencial para evitar acidentes, mas eles devem ser instalados corretamente e o uso do cinto de segurança é indispensável. Um estudo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que cerca de 50% dos acidentes graves e/ou fatais ocorrem a menos de 50 km de casa, outros 25% ocorrem entre  50 e 200 km. Ou seja, mais da metade dos acidentes graves e/ou fatais ocorrem em menos de 30 minutos de passeio. “O uso do cinto de segurança nos equipamentos deve ser usado independente da distância a ser percorrida e isso deve ser um hábito da família”, diz Alessandra.

 

O estudo da Safety Child mostra que quando os pais abrem exceções ao uso do cinto de segurança, eles estão mostrando para as crianças que esse não é um item de muita importância. Mais tarde, elas também pode abandonar o hábito de usar o cinto de segurança.

No Brasil, uma pesquisa feita pela ONG Criança Segura em setembro de 2012, analisou pessoas com 18 anos ou mais que dirigem e transportam crianças de até 10 anos. A cada 10 pessoas entrevistadas, 3 admitiram não usar a cadeirinha.

Outra exceção que os pais fazem é quando a distância a ser percorrida é muito grande, e as crianças acabam ficando com sono. Pelo conforto delas, eles acabam abrindo mão do uso do cinto de segurança. “Viagens mais longas ou durante a noite são mais perigosas, pois a velocidade é mais alta”, explica Alessandra.

Além disso, afrouxar o cinto de segurança ou passar a tira lateral (quando o cinto é de três pontos) atrás das costas da criança são outras saídas que muitas vezes os pais acham em nome do conforto. “Em relação ao cinto de segurança, não pode mudá-lo de lugar e nem afrouxá-lo. Caso contrário, a criança fica com maior movimento e as lesões do impacto na coluna e em outras regiões são mais severas”, conta a especialista, “E assim, ele perde sua utilização, já que o travamento não será acionado”.

Nos Estados Unidos, acidentes de carro são os principais responsáveis por morte infantil. No Brasil, essa é a terceira maior causa. Para deixar a criança mais confortável, sem abrir mão da segurança, Alessandra indica o uso de travesseiros nas laterais dos equipamentos de segurança, como o bebê conforto e da cadeirinha. Assim, a criança adormece com a cabeça inclinada para o lado. “A partir do ano que vem, será obrigatório o encosto nos assentos de elevação, que além de ser mais confortável, protege contra impactos laterais”, antecipa.

 

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