09 dez 2014

Segurança na piscina


AAA

Brincar em piscinas de clubes, prédios ou mesmo em casa é um delícia nos dias mais quentes. Bebês treinam sua coordenação motora e relaxam, os mais velhos criam brincadeiras e se divertem. Mas esses ambientes geralmente são cheios de armadilhas: pisos escorregadios, azulejos quebrados, atrativos que levam a atenção dos adultos para longe dos pequenos. Algumas atitudes podem deixar as crianças mais seguras e os adultos mais tranquilos. Veja alguns cuidados essenciais com as crianças na piscina. 

Uso de boias

A necessidade de usar boias vai depender muito de quanto a criança está acostumada a nadar. Um profissional especializado em natação infantil poderá ajudar a determinar isso. “Nas aulas de natação, fazemos uma ambientação aquática de modo que a criança tenha segurança e capacidade de nadar sem a boia, mas isso só acontece com o tempo”, conta a professora e especialista em natação infantil Mari Ferreira, da Escola Mundo Azul, em São Paulo.

Usando ou não as boias, é fundamental que os pais fiquem sempre atentos quando as crianças estiverem na praia ou na piscina. “As crianças devem ser supervisionadas a cada segundo e sempre por um adulto que não tenha medo da água e que saiba como proceder em casos de emergências”, afirma a fisioterapeuta Paula Olinquevitch, especialista em estimulação pré-natal e infantil do Instituto Little Genius de Pesquisa e Estimulação. Há o risco, por exemplo, de a criança com boias nos braços se desequilibrar e ficar com o rosto na água, podendo se afogar.

Piscinas com grande profundidade

Não sustente a falsa impressão de que não há problemas quando a criança consegue ficar de pé – há risco de afogamento em qualquer área da piscina, mesmo na parte mais rasa. Mas é verdade também que nadar em piscinas de maior profundidade exige uma atenção ainda maior dos pais. “Preferimos fazer com que a criança se adapte primeiro ao ambiente aquático com auxílio dos pais até que consiga se descolocar sozinha para só então ir a uma piscina mais profunda”, conta a professora Mari Ferreira. Para crianças que já sabem nadar bem, o cuidado é o mesmo do que o uso de boias: os pais devem estar por perto e sempre a postos para entrar na água a qualquer momento.

Pais e responsáveis precisam entrar na piscina?

Bebês com até dos dois anos sempre devem estar acompanhados, mesmo que estejam em uma piscina de 10 centímetros de profundidade. “Esse cuidado deve ser redobrado quando outras crianças estão compartilhando a piscina, já que podem afundar o bebê sem querer ou formar ondas na água que cubram o rosto dele”, alerta a fisioterapeuta Paula.

Já as crianças mais velhas e acostumadas com a água podem ter a supervisão de fora – sempre com cuidado. Na praia, por exemplo, não adianta ficar sentado embaixo do guarda-sol observando a criança distante nadando no mar. “Fique atento para não cochilar, não dar as costas para a criança, evitar atender telefonemas que possam distraí-lo ou sair para buscar algo e deixá-la sem supervisão, mesmo que por alguns minutos”, acrescenta Paula.

Brincadeiras na borda da piscina

Na escola que Mari Ferreira dá aula, são feitas algumas brincadeiras para conscientizar as crianças sobre o perigo que brincar na beira da piscina representa. “Pedimos, por exemplo, que elas tragam uma camiseta para sentirem como é difícil nadar de roupa e aprenderem a tirá-la se algum dia acontecer o acidente de caírem na piscina”, conta a especialista.

Para os pais que não têm filhos matriculados em escolas de natação, vale a pena investir em uma conversa cuidadosa para que eles entendam quais são as regras ao usar a piscina. O cuidado é o mesmo para brincadeiras dentro da água: abraçar, afundar o amiguinho e outras atitudes não devem ser aceitas.

Deixar boias e pranchas espalhadas é mais seguro?

Na verdade, a principal forma de segurança é a atenção constante dos pais ou responsável. “Boias podem dar a falsa impressão de que a criança está segura e não precisa de supervisão, o que não é verdade”, conta a professora Mari Ferreira. Se a criança engolir muita água e se afogar por conta de uma brincadeira ou um desequilíbrio, dificilmente conseguirá chegar até uma boia para se segurar.

Cloro da piscina

Apesar de a natação e as atividades aquáticas serem recomendadas para o desenvolvimento da criança, a água da piscina precisa ser adequadamente higienizada para preservar a saúde dela. “O cloro irrita a pele e as mucosas do nariz e dos olhos, podendo desencadear crises de asma, rinite alérgica e dermatite”, explica a fisioterapeuta Paula. Bebês são ainda mais sensíveis ao cloro. Por isso, o ideal é procurar uma academia de natação ou uma piscina que tenha um tratamento menos agressivo, como:

- A radiação ultravioleta, que é capaz de inativar microrganismos;

- O uso de ozônio (gás natural) que combate bactérias, algas, fungos e vírus e é considerado o mais eficaz e seguro método de tratamento de água para crianças;

- Uma associação de vários métodos, com a aplicação mínima de cloro.

Brincadeiras com baldes e bacias

Essa é para os bebês: parece que não há perigo algum deixar a criança pequena brincando com um balde de água, mas muitos dos afogamentos nessas situações podem acontecer durante os poucos segundos que os pais se distraem para atender um telefonema. A ONG Criança Segura, que tem o objetivo de orientar os pais dos maiores acidentes dentro de casa com a criança, indica que a maioria desses acidentes ocorre por descuidos, como: deixar o portão da piscina destrancado, sair para atender a porta da frente ou pegar a toalha enquanto o bebê está sozinho brincando com baldes ou na piscina, deixar a porta do banheiro aberta e a tampa da privada destampada (na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários podem ser perigosos), entre outros.


02 dez 2014

Senado aprova guarda compartilhada de filhos de pais separados


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O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) o projeto de lei que garante aguarda compartilhada de filhos de pais divorciados, mesmo que não haja acordo entre as partes.

A matéria tinha sido aprovada de manhã, pela Comissão de Assuntos Sociais, e foi enviada, em regime de urgência, para apreciação pelo plenário da Casa, passando à frente de outras pautas na fila de votação.

O texto muda a atual redação do Código Civil, que tem induzido juízes a decretarem guarda compartilhada apenas nos casos em que há boas relações entre os pais após o fim do casamento.

A ideia é que esse tipo de instituto seja adotado justamente quando se faz mais necessário: nas separações conflituosas.

O projeto prevê também a necessidade de divisão equilibrada do tempo de convivência dos filhos com cada um dos pais. Além disso, estabelece multa para escolas e estabelecimentos que se negarem a dar informações sobre o filho a qualquer um dos pais.

Ainda segundo o projeto, serão necessárias autorizações dos dois pais para os casos em que o filho menor de idade venha a mudar de município ou em caso de viagem ao exterior.

A aprovação foi comemorada pelo presidente da Associação de Pais e Mães Separados (Apase), Analdino Rodrigues Paulino. “Foi uma vitória fantástica; nós estamos há 12 anos lutando pela guarda compartilhada”, disse.

Segundo Paulino, 20 milhões de crianças e adolescentes filhos de pais separados serão beneficiados com a lei.

Para ele, a lei vai atender justamente os casais que não têm acordo, para garantir que as crianças tenham convivência com os dois lados.

“O casal vai combinar, e a Justiça homologa. Se o casal não combinar, o juiz vai determinar [o funcionamento da guarda] e procurar fazer a divisão de tempo da forma mais equânime possível. Se o pai tem mais tempo para cuidar, ele fica mais tempo com a criança, se a mãe tiver mais tempo, ela ficará mais tempo. Mas os dois terão a guarda e o direito garantido.”

O projeto transforma a guarda compartilhada em regra, e não mais em exceção a ser buscada na Justiça.

No entanto, ele prevê dois casos em que a medida não será adotada: em caso de o juiz avaliar que um dos pais não esteja apto para cuidar do filho, ou nos casos em que um deles manifeste desejo de não obter guarda.

- Fonte: www.paisefilhos.com.br/familia


01 dez 2014

Os caprichos do meu pequeno de 1 ano e 10 meses – Diário de bordo


BF

M-A-M-Ã-E-S – S.O.S, preciso de ajuda!!!! Queridas leitoras como está difícil esta fase do meu pequeno Bernardo, ou como tenho chamado eles nestes últimos dias, meu pequeno terrorista rs rs rs… Como é difícil educar uma pessoinha e mais ainda, impor limites, ensinar o certo e o errado, dizer o que pode e o que não pode fazer, para um ser de 1 ano e 10 meses muito inteligente e chio de vontades.

Este último bimestre tem sido terrível com o Be, o meu pequeno até então calmo e amável, tem se transformado num menininho chatinho, chorão e que se recebe um não faz birra se joga no chão e quer bater no nosso rosto. Independente das reações dele, todas as vezes que isso acontece eu o repreendo, mas até que ponto esta minha atitude é efetiva? Pois infelizmente ele continua do mesmo jeito.

Ontem fui levá-lo para ver papai noel no Shopping JK, como ele está apaixonado pelo tal do Papai El, chegando lá fomos direto para o local onde as crianças iam sentar e entregar suas cartinhas ao bom velinho, já na espera, na fila que por sinal estava enormeeee, o Be já começou a me dar trabalho e me fazer passar vergonha. Queria passar na frente de todas as crianças sem respeitar a fila, eu expliquei algumas vezes que ele precisava esperar a vez dele, mas a audição deles neste momento fica totalmente seletiva e eles só escutam o que querem. então como não consegui atender sua vontade, começou a gritar e se jogar no chão. Nesta hora eu o peguei no colo e o repreendi, -” Filho, vc quer ver o papai noel, então precisa esperar a sua vez, tem outras crianças assim como vc que também querem falar com ele”. Vc´s acham que adiantou, claro que não. Ele continuou a fazer manha e querer se jogar no chão. Foi quando o peguei no colo e ele me deu um tapa no rosto. Aonde será que ele aprendeu isso, não vê ninguém fazendo isso em casa, e ainda não está na escolinha?!?! Fico tão chateada quando isso acontece :(

Sou uma mulher muito enérgica, as pessoas que me conhecem normalmente dizem que sou ligada na tomada 220v, sei que este meu jeito deve acelerar meu pequeno, mas o que posso fazer, desde que o Be nasceu tento me controlar, confesso que já melhorei muito, mas uma mudança radical, infelizmente só se eu morresse e nascesse de novo.

Quando chegou a hora dele conversar com o Papai El, foi um lindo queria dar beijo, as atendentes se apaixonaram por ele, mas eu que passei aqueles 25 minutos com ele na fila daquele jeito, sei o que passei.

Tenho lido bastante a respeito e em todos os sites que entro, vejo que este tipo de reação é normal, que muitas das crianças tem este tipo de comportamento quando são contrariadas ou contestadas, mas até que ponto o Be é assim por conta disso ou pelo meu jeito muito ativo?!?!

Enfim, este é o desabafo de uma mãe loucamente apaixonada pelo seu filho, mas que assim como muitas outras, passa por grandes dificuldades e transformações com a mágica tarefa de educar um serzinho.

Bjo, bjo


24 nov 2014

Conquistas infantis


loirinhaMamães, desculpe o sumiço da última semana, mas final de ano é sempre tumultuado e confesso que minha agenda com a quantidade de viagens que tenho feito não consegue tempo para me dedicar ao blog, pois o tempo que tenho livre quero sempre me dedicar ao Be. E para retomar hoje vou repostar um artigo da revista Crescer, muito interessante, que fala de algumas conquistas que nossos pequenos fazem e que precisam de comemorações..

“A primeira palavra, os primeiros passos, o primeiro dia na escola… Cada um desses eventos fica guardado para sempre na memória e representa grandes progressos no desenvolvimento do seu filho. No entanto, há outras pequenas vitórias ao longo do processo que acabam passando batidas, mas que também significam grandes avanços e fazem parte da preparação para o que virá depois: a escola, o trabalho, a independência. Selecionamos algumas delas:

Dormir a noite toda Confesse: assim que o seu filho nasceu você achou que nunca mais ia conseguir ter uma noite inteira de sono. E quando você menos espera… Tchã-ran: ele dorme oito horas seguidas pela primeira vez! É claro que essa conquista pode acontecer mais cedo ou mais tarde, de acordo com diversos fatores. “Depende muito do ritmo de sono da casa, das características da criança, mas, geralmente, a partir de 2 ou 3 meses de vida, já existe essa possibilidade”, explica o pediatra Tiago Gara, do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, São Paulo.

Assoar o nariz  Pode parecer besteira, mas quando o bebê ainda não consegue eliminar as secreções sozinho isso aflige os pais. Muitos recorrem a aspiradores nasais, então o filho chora, você insiste, ele se mexe, e, mesmo sem querer, esse processo para ajudá-lo a respirar melhor pode até machucá-lo. Difícil. Em torno dos 3 anos, a criança já será capaz de assoar o nariz sozinha, pondo com força o ar para fora.  Você pode dar uma forcinha deixando papéis higiênicos e lenços sempre perto e lembrando seu filho de lavar as mãos depois.

Engolir comprimidos e cápsulas Se para muitos adultos ainda é difícil sentir o remédio descendo duro pela garganta, imagine para as crianças! Tudo bem que a maior parte dos medicamentos infantis costuma ser prescrito em sua forma líquida, mas, em alguns casos, como com alguns antibióticos, cápsulas e comprimidos são inevitáveis. A melhor maneira de ajudar seu filho nesse caso é deixar tudo às claras. “Tudo o que for bem explicado para a criança funciona. Deixe claro que ela vai sentir um incômodo, mas reforce que é preciso tomar a medicação”, aconselha a psicóloga Andréia  Calçada, especialista em psicopedagogia, do Rio de Janeiro. Não há uma idade certa para seu filho conseguir realizar essa proeza por conta!

Se vestir sem ajuda Estica o braço, passa a cabeça no buraco, enfia o pé pela calça. Para conseguir pôr e tirar as próprias roupas, a criança precisa ter o mínimo de consciência corporal.  É também um ótimo exercício para desenvolver a coordenação motora. Quanto à escolha das roupas, é legal que os pais continuem estabelecendo alguns limites. “É importante dar opções, ajudando a criança a desenvolver as escolhas”, explica Andréia. Isso evita que o seu filho queira sempre sair com a mesma roupa ou fantasia. Em torno de 2 anos, a criança já consegue vestir peças simples sozinha e, com 5 ou 6 anos, já dá conta de botões, zíperes e outros fechos complexos.

Como anda o desenvolvimento do seu filho?

Ir ao banheiro sozinho “Manhêeeeee, vem me limpar!”. Quem nunca sentiu uma pontinha de tristeza ao ouvir esse chamado que atire o primeiro rolo de papel higiênico. A criança começa a controlar primeiro o xixi, entre 1 ano e meio e 2 anos, e só depois dá conta das fezes. “É preciso desenvolver algumas habilidades e controles de esfíncteres”, explica Tiago. As fraldas costumam ser abandonadas entre 2 e 3 anos de idade, mas, até a criança aprender a usar o banheiro 100% sozinha, é um longo processo, que só vai terminar por volta dos 5 ou 6 anos.  No começo, é preciso deixar a criança tentar se limpar sozinha e depois verificar se ela fez direitinho.

Guardar os próprios brinquedos Blocos de construção coloridos espalhados pelo chão, bonecas e bichinhos de pelúcia bem acomodados no sofá da sua sala, pecinhas de quebra-cabeça e brinquedos por todos os lados. Para que a sua casa não fique parecendo uma zona de guerra ao final de cada brincadeira, é importante acostumar seu filho a organizar a bagunça depois da diversão desde pequeno– por volta de 1 ano e meio, já dá para começar a “brincar de colocar tudo no lugar”. Quando ele conseguir arrumar tudo por conta própria é sinal não apenas de que ele já alcançou vários progressos com relação à coordenação motora – é capaz de segurar e manipular os objetos – mas que conquistou responsabilidade. “A criança adquire consciência que os brinquedos são seus e, portanto, cabe a ela cuidar deles. É uma boa forma de desenvolver a organização e a disciplina”, explica a psicóloga Andréia.

Quando seu bebê vai falar as primeiras palavras

Amarrar o tênis Faz o lacinho com um cordão, passa o outro em volta, atravessa o buraco e puxa. Para você, dar nó no cadarço é tarefa das mais simples, mas, para o seu filho, exige um bom desenvolvimento da coordenação motora fina. É só por volta dos 4 anos que ele vai dar conta de fazer isso sozinho. Fica mais fácil se você ajudá-lo a praticar a partir de brincadeiras – vale a história da borboletinha, da orelha do coelho… O que ele gostar mais! No começo, pode ser mais fácil fazer dois laços e amarrar um ao outro.”

Bjo, bjo

 

Fonte: Revista Crescer


30 out 2014

Medos infantis


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Mamães, esta semana li um artigo no Baby Center, um dos meus sites de consulta preferido e achei este artigo sobre os medos em nossos pequenos, como a grande maioria das crianças passam por esta fase quis compartilhá-lo com vc´s…

Se algo apavora seu filho, não pense duas vezes em fazer aquilo que, instintivamente, você tem vontade de fazer: abraçá-lo e confortá-lo. Mas não pare por aí. Use a criatividade para ajudar seu pequeno a superar os medos. Tente as seguintes estratégias:

Reconheça o medo do seu filho

Alguns dos temores do seu filho, como o de perder você, são bastante concretos, e negá-los não é realista. Assim sendo, o simples ato de ver você desaparecer por alguns minutos (quando você vai ao banheiro) já é suficiente para deixar seu filho transtornado. Em vez de aproveitar um minuto de distração para dar uma “escapadinha”, conte antes o que vai fazer para preveni-lo. “Eu sei que você fica preocupado quando não vê a mamãe, mas a mamãe sempre deixa você em um lugar seguro. Agora preciso ir ao banheiro e já volto”.

Converse, converse, converse

As crianças pequenas contam com muita imaginação e poucas palavras, então não é de surpreender que tenham dificuldade para expressar o que sentem. Auxilie seu filho a botar para fora suas emoções, conversando sobre elas. Use palavras simples e diretas. Conversas longas e complicadas só aumentam a confusão.

Se o que o apavora é um ser imaginário que mora dentro do armário, por exemplo, tente investigar o que, exatamente, o assusta: “Como é esse monstro? Tem pés grandes, muitos dentes, faz um barulho terrível?”. A intenção é ajudar seu filho a achar as palavras para descrever seus medos, e oferecer seu apoio para tentar acalmá-los. Fale também sobre outros tipos de emoções. “Você está louco para ir ao zoológico, não é? É o seu lugar favorito?”. É importante dar a mesma quantidade de atenção ao seu filho quando ele está se sentindo contente, satisfeito e seguro, para não incentivá-lo, sem querer, a se assustar demais.

Prepare antes de sair de casa ou de receber visitas

Se ele fica acanhado sempre que vai a um lugar diferente ou encontra alguém que não conhece, tente diminuir a ansiedade antes do encontro ou da saída. Antes de ir à uma festinha de aniversário, por exemplo, fale sobre as pessoas que ele conhece que estarão presentes e mencione as outras que ele vai rever. Explique por que é importante e educado cumprimentar todo mundo e olhar para as pessoas quando elas falam com a gente.

Vá com calma nas transições

Mudanças e transições são difíceis para todos, e mais ainda para as crianças pequenas. Tente apresentar as mudanças aos pouquinhos. Não empurre seu filho para dentro de um ambiente desconhecido, ou deixe que uma pessoa que ele não conhece se aproxime demais.

Se ele “congela” quando chega no parquinho, primeiro sente com ele na areia e deixe que ele brinque no seu colo. Quando ele estiver mais à vontade, passe alguns minutos brincando ao lado dele, depois afaste-se um pouco (sempre conversando tranquilamente) e termine sentada em um banco a poucos metros de distância.

“Ensaie a separação”

Ensine seu filho a tolerar sua ausência na base da brincadeira. Quando ele estiver descansado e de bom humor, marque um minuto no cronômetro do microondas da cozinha ou outro que tiver e saia da sala. Diga para ele ficar de ouvido atento ao barulhinho do tempo e apareça de novo assim que o timer apitar. Se ele não tolera ver você sair da sala, faça ao contrário, e diga para ele sair enquanto você espera.

Aos poucos, conforme ele se sentir mais seguro, aumente o tempo da separação. Este exercício ajuda seu filho a entender a sequência. Assim, da próxima vez que vocês se separarem, ele conhecerá a ordem dos acontecimentos: você sai, passa um tempinho fora e volta. Sabendo o que esperar, ele tende a lidar melhor com os momentos de separação.

Dê tchauzinho na despedida

Se seu filho faz aquele berreiro sempre que você sai, você pode achar que é mais fácil sair escondida, enquanto ele está distraído. Não caia nessa tentação! Isso só vai fazer com que ele fique ainda mais grudado em você, pois aumentará seu medo de que você desapareça quando ele não estiver olhando ou menos esperar.

Em vez de “fugir”, dê um tempinho para que ele se acalme, depois se despeça rápida e alegremente. As despedidas dramáticas e prolongadas, do tipo “mamãe também vai morrer de saudades”, só dificultam as coisas. Não esqueça de dizer a seu filho quando você vai voltar, em termos que ele possa entender. Algo como: “A mamãe precisa sair, mas vou voltar depois que você almoçar e tirar uma soneca”.

Ofereça um objeto que “substitua” seu carinho

Paninhos, bichinhos de pelúcia e outros objetos de transição costumam ajudar crianças a tolerar melhor as separações e os medos noturnos. Se seu filho tem um boneco ou objeto especial, incentive esse apego. O mundo lá fora parecerá menos assustador quando ele estiver abraçando o seu bichinho favorito.

Acalme os temores noturnos

Se seu filho morre de medo dos monstros que moram debaixo da cama, tranquilize-o dizendo você vai se encarregar de manter os danados longe dele. Faça do quarto dele um lugar aconchegante e confortável. Compre lâmpadas noturnas para iluminar os cantos onde pode haver sombras estranhas. Coloque um cartaz na porta do armário escrito: “Monstros não entram!” E procure não deixar seu filho assistir filmes ou ouvir histórias que possam assustá-lo.

É importante, também, criar uma rotina par dormir- deixando tempo suficiente para um banho relaxante, uma história e um colinho antes de apagar as luzes — e segui-la todas as noites. Outra dica para que seu filho vá para a cama mais tranquilo é tentar manter o fim do dia o mais calmo possível (essa não é a hora de entrar em discussões com seu parceiro, por exemplo).

Leia e entenda o que são os terrores noturnos, diferentes do simples medo antes de dormir.

Ajude seu filho a entender os pesadelos

Os pesadelos são relativamente raros entre as crianças pequenas, mas se seu filho tiver, faça o possível para explicar que não foi real, por mais vívido que tenha parecido. E fique com ele até que ele tenha se acalmado o suficiente para voltar a dormir. Se o pesadelo se repete, converse sobre isso durante o dia (quando a lembrança não é tão assustadora).

Depois de identificar o que aconteceu no sonho, pergunte a seu filho: “O que você acha que você pode fazer no sonho para se defender (ou se ajudar)?”. Se ele sonha que alguém o persegue, por exemplo, sugira que ele “pegue” um cachorro para afugentar o perseguidor.

Conte uma história

Uma ótima maneira de explicar coisas assustadoras e acalmar seu filho é contando histórias. Por exemplo, se seu pequeno se apavora durante um temporal, invente uma historinha sobre um passarinho que também está assustado com a chuva, mas acaba se acalmando quando a mãe dele o protege bem pertinho do corpo dentro de um buraco no tronco de uma árvore.

Comemore os feitos e não ria dos medos 

Aplauda todas as realizações de seu filho, mesmo os feitos mais pequenos, como ter empilhado bloquinhos de plástico um em cima do outro, e nunca zombe de seus medos (isso só aumenta fobias). Estimule a auto-confiança festejando sua coragem de enfrentar as profundezas da banheira, por exemplo, e pode ser que da próxima vez ele até resolva entrar na piscina com você.

Não exija coragem

Alguns pais obrigam os filhos a enfrentar seus medos, porque querem que eles sejam independentes, mesmo quando ainda não estão prontos para isso. Só que essa estratégia quase nunca dá certo. Se você forçar uma criança apavorada a descer o escorregador de qualquer jeito, ela não só se sentirá mal, mas passará a ter medo de você, além do escorregador. Permita que seu filho desenvolva naturalmente sua autonomia, ao seu próprio ritmo.

Seja um bom exemplo

Seu filho aprende observando você. Se você pula quando escuta um trovão, nunca sai de perto enquanto ele brinca, prolonga demais as despedidas, ou larga um “agora que a mamãe chegou vai dar tudo certo” sempre que ele enfrenta um desafio, você reforça a ideia de que há muitas coisas assustadoras na vida e que só você pode protegê-lo. Mas se você enfrenta situações desconhecidas com calma e confiança, com o tempo ele aprenderá a se comportar da mesma maneira.

Lembre-se também de que, como as crianças pequenas sentem tudo tão intensamente, até mesmo um medo natural pode parecer exagerado para você. De modo geral, porém, as fobias de uma criança pequena só se tornam preocupantes se elas chegam a imobilizá-la, atrapalham seu sono, ou a impedem de curtir a companhia de amigos e parentes. Se você não está conseguindo acalmar os medos do seu filho, mesmo cobrindo-o de atenção e apoio, é bom consultar o pediatra.

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