22 out 2012

Adoção quando falar?


Esse é um tema super difícil de tratar, mas de acordo com uma série de artigos que li, o quantos antes a família aborda o tema com seus filhos melhor. Segue abaixo um texto que eu retirei do site guiainfantil.com.br

“…Quanto mais à vontade se sinta uma criança adotada em seu ambiente familiar, mais feliz ela será. O contexto de adoção inclui um meio ambiente composto pela estrutura familiar, o dia-a-dia, o comportamento e as atitudes da família em relação à adoção. Este contexto pode ajudar a prever como um indivíduo vai viver o “ser adotado”. O meio ambiente familiar começa desde o momento em que a criança chega a casa.

É melhor para os filhos adotivos não se lembrarem da época em que não sabiam que eram adotados. A forma dos pais aceitarem a adoção como parte da vida de seu filho o ajudará a desenvolver um sentimento similar. É importantíssimo que as crianças recebam esta informação pela boca de seus pais e que eles apresentem isso de forma positiva e aberta.

O que se recomenda é que desde o primeiro dia em que a criança adotada chegue ao novo lar, comesse a praticar uma serena franqueza com respeito ao tema da adoção. Quanto mais cômoda se sinta com a adoção em seu meio familiar, mais à vontade se sentirá a criança e haverá mais possibilidades de que a adoção não se torne um problema mais tarde.

Além de conscientizar seu filho do fato que tenha sido adotado, a discussão prematura sobre a adoção, tem dois propósitos principais: o primeiro é criar um sentimento dentro da família que a adoção é um tema a se falar. As crianças podem não entender o que significa ser adotada, mas entendem que os pais se sentem à vontade em falar sobre o assunto.

O segundo propósito é dar aos pais a oportunidade de praticar o diálogo sobre um assunto que envolve sensibilidade e aspectos dolorosos. No começo é comum ter dificuldades na discussão de alguns casos de adoção. Isso é o que dá mais sentido fazê-lo, primeiro com uma criança pequena, que ainda não é muito atenta, diferentemente de uma criança maior. A liberdade que sentem em perguntar dependerá quase inteiramente da segurança que sintam com seus pais como adotantes. ”


24 set 2012

Problemas na aprendizagem infantil


São problemas que podem ser detectados em crianças a partir dos 5 anos de idade e constituem uma grande preocupação para muitos pais, já que afetam o rendimento escolar e as relações interpessoais dos seus filhos.

Uma criança com problemas de aprendizagem, pode ter um nível normal de inteligência, de acuidade visual e auditiva. É uma criança que se esforça em seguir as instruções, em concentrar-se, e portar-se bem em sua casa e na escola. Sua dificuldade está em captar, processar e dominar as tarefas e informações, e logo a desenvolvê-las posteriormente. A criança com esse problema não pode fazer o que outros com o mesmo nível de inteligência podem conseguir.

A criança com problemas específicos de aprendizagem tem padrões pouco usuais em perceber as coisas no ambiente externo. Seus padrões neurológicos são diferentes das outras crianças da mesma idade. No entanto, têm em comum algum tipo de fracasso na escola ou em sua comunidade.

Como detectar problemas de aprendizagem nas crianças

Não é nada difícil detectar quando uma criança está tendo problemas para processar as informações e a formação que recebe. Os pais devem estar atentos e conscientes dos sinais mais frequentes que indicam a presença de um problema de aprendizagem, quando a criança:

– Apresenta dificuldade para entender e seguir tarefas e instruções.

– Apresenta dificuldade para relembrar o que alguém acaba de dizer.

– Não domina as destrezas básicas de leitura, soletração, escrita e/ou matemática, pelo que fracassa no trabalho escolar.

– Apresenta dificuldade para distinguir entre a direita e a esquerda, para identificar palavras, etc. Sua tendência é escrever as letras, palavras ou números ao contrário.

– Falta-lhe coordenação ao caminhar, fazer esportes ou completar atividades simples, tais como apontar um lápis ou amarrar o cordão do sapato.

– Apresenta facilidade para perder ou extraviar seu material escolar, como os livros e outros artigos.

– Tem dificuldade para entender o conceito de tempo, confundindo o “ontem”, com o “hoje” e/ou “amanhã”.

– Manifesta irritação ou excitação com facilidade.

Características dos problemas de aprendizagem

As crianças que têm problemas de aprendizagem, com frequência apresentam, segundo a lista obtida do “When Learning is a Problem/LDA (Learning Disabilities Association of America)”, características e/ou deficiências em:

Leitura (visão)

A criança se aproxima muito do livro; diz palavras em voz alta; assina, substitui, omite e inverte as palavras; vê duplicado, pula e lê a mesma linha duas vezes; não lê com fluidez; tem pouca compreensão na leitura oral; omite consoantes finais na leitura oral; pestaneja em excesso; fica vesgo ao ler; tende a esfregar os olhos e queixar-se de que coçam; apresentam problemas de limitação visual, soletração pobre, entre outras.

Escrita

A criança inverte e troca letras maiúsculas; não deixa espaço entre palavras e não escreve em cima das linhas; pega o lápis desajeitado e não tem definido se é destro ou canhoto; move e coloca o papel de maneira incorreta; trata de escrever com o dedo; tem o pensamento pouco organizado e uma postura pobre, etc.

Auditivo e verbal

A criança apresenta apatia, resfriado, alergia e/ou asma com frequência; pronuncia mal as palavras; respira pela boca, queixa-se de problemas do ouvido; sente-se enjoado; fica branco quando lhe falam; depende de outros visualmente e observa o professor de perto; não pode seguir mais de uma instrução por vez; põe a televisão e o rádio em volume muito alto, etc.

Matemáticas

O aluno inverte os números; tem dificuldade para saber a hora; pobre compreensão e memória dos números; não responde a dados matemáticos, etc.

Social / Emocional

Criança hiperativa, com baixa autoestima e atenção.


05 set 2012

Cuidados ao lavar as roupas dos pequenos


Peças brancas: Colocá-las num balde com água quente e sabão de coco líquido ( aqui em casa usamos o Coquel líquido). Deixe de molho por algumas horas ou de um dia para o outro ( pode colocar à noite e tirar de manhã) e esfregá-las. Enxague bem e centrifugue na máquina. Para recém nascidos, caso prefira, passe álcool na máquina antes de centrifugar. Lembre-se sempre de colocar em saquinhos especiais ou fronhas brancas, roupas de lã ou delicadas.

Depois de centrifugadas, coloque-as no varal e deixe secar para passar. Lençol, fronhas e toalhas, seguem esta mesma regra.

Peças coloridas: Não é necessário deixar de molho com álcool, até porque, algumas peças podem manchar ou desbotar. Esfregue com o sabão de coco líquido, enxágue e depois centrifugue. Depois, coloque no varal e passe. Eu não aconselho o uso de amaciantes pois eles podem serem nocivos à pele sensível do bebê ou até causar alergias.

Dicas:

*A pele do recém-nascido é bem delicada; por isso você deve lavar suas roupas com um sabão bem suave, ou seja, com o sabão de coco. Nada de colocar sabão em pó normal, muito menos amaciante. Aliás, o amaciante é altamente alergênico para o bebê.

*Prefira lavar as roupas do bebê na mão, e não na máquina de lavar. Esse cuidado é importante principalmente nos primeiros meses, quando o bebê ainda é bem delicadinho. Na máquina há resíduos do sabão em pó e do amaciante que você usa, que podem entrar em contato com a roupa do bebê.

*  Lave sempre as roupas do bebê e das crianças separadas das roupas dos adultos.

* Se você não tem alguém para te ajudar com a roupa do bebê e precisa mesmo usar a máquina de lavar, faça o seguinte:

* Lave a roupa do bebê separado do restante das roupas da casa (obviamente, mas não custa ressaltar)

* Para evitar o acúmulo de pó nas roupinhas reservadas para o enxoval do recém nascido, embale-as em sacos plásticos, individualmente ou o conjunto.

*  Corte as etiquetas das roupinhas.

Bjo, bjo


19 jul 2012

Escola francesa


Mamães vejam que barato o design desta escola pública infantil em Marcelle na França. Além de um projeto arquitetônico super moderno, as áreas internas e de lazer são tão divertidas e coloridas que instigam o lado criativo e inovador da criançada.

Podíamos ter algumas assim por aqui pelo Brasil, que tal um grande abaixo assinado 😉

Bjo,bjo

 


26 jan 2012

Lidando com os sentimentos das CRIANÇAS!


Para as mamães que estavam ansiosas pelos textos da psicóloga Júlia Buarque, hoje seremos presenteados por mais um. O tema de hoje é muito interessante pois dará as novas mamães, algumas dicas de como lidar melhor com o sentimento dos seus pequenos. Não basta ouvir ou fingir que ouve, o importante é participar e entender como se relacionar e educar melhor o seu pequeno.

“… Tentar ajudar as crianças a lidar com seus sentimentos é uma tarefa importante para pais, educadores, professores, psicólogos e todos aqueles que convivem direta, ou indiretamente, com esses pequenos seres humanos em formação.

Existe uma conexão direta entre o modo de as crianças se sentirem e o modo como se comportam.  Quando se sentem bem, se comportam bem.

Como podemos ajudá-las a sentirem bem?

Simples: ACEITANDO OS SEUS SENTIMENTOS!

Ao observarmos nossa rotina como pais, veremos que, em muitos momentos, não aceitamos os sentimentos de nossos filhos, por mais simples que sejam.

Vou exemplificar com o diálogo abaixo, entre mãe e filho:

Filho: Mãe, esse programa de TV foi muito chato!

Mãe: Não foi chato, foi muito interessante!

Filho: Foi muito bobo, não gostei!

Mãe: Bobo não, foi educativo!

Filho: Foi uma droga!

Mãe: Não fale assim, meu filho! Esse programa foi super interessante e educativo!

Lendo esse pequeno diálogo, o que podemos perceber?

Percebe-se que a conversa se transformou em uma discussão em que, indiretamente, a mãe fala para o filho não confiar em suas percepções, mas sim, nas dela. Ela não levou em consideração a opinião e o sentimento do filho com relação ao “programa chato”.

É importante nos colocarmos no lugar das crianças. Tentar pensar como a criança: “Se eu fosse uma criança, em determinada situação, como me sentiria? Como seria?”

Muitos adultos tendem a querer que as crianças pensem, e, se sintam, como eles. Alguns adultos cobram isso dos filhos. Esquecem que adultos e crianças pensam diferente.

Ensinar um filho a lidar com suas emoções é contribuir para que ele se sinta um sujeito capaz e autônomo, o que refletirá positivamente em sua auto estima.

No diálogo citado a mensagem subliminar que se passa ao filho é: “o que eu sinto não é verdadeiro. Devo me sentir diferente”, como se o sentimento (e a opinião) dele com relação ao programa não fossem importantes.

Para ajudar nossas crianças a lidar com seus sentimentos é importante:

1 – Ouvir com toda atenção.

2- Reconhecer seus sentimentos com uma palavra: “Oh… Hum… Sei…”

(Não devemos prolongar a conversa, assim estaremos dando margem para que nossos pequenos verbalizem como estão se sentindo, sem serem contaminados por nossa opinião).

3- Dar um nome a seus sentimentos (ser o mais imparcial possível!)

4 – Realizar seus desejos no nível da fantasia da criança.

As crianças precisam ter os sentimentos aceitos e respeitados!

Algumas dicas bacanas:

1 – Você pode ouvir em silêncio e atentamente.

2 – Você pode aceitar o sentimento com uma palavra. “Oh…. Hum…. Sei….” (seja monossilábico).

3 – Você pode dar um nome ao sentimento: Ex: “Isso parece muito frustrante!”

4 – Você pode realizar seus desejos no nível da fantasia. (Uma brincadeira de faz de conta pode solucionar!)

TODOS os sentimentos das crianças devem ser aceitos.

Certas ações devem ser limitadas, por exemplo, quando a criança está com muita raiva de um colega e diz ter vontade de dar um soco na cara dele, podemos compreender e aceitar essa emoção, mas podemos pontuar, também, que seria mais interessante dizer ao colega o motivo pelo qual ele está chateado. Aos poucos vamos mostrando às crianças que é mais interessante usarmos as palavras ao invés das mãos.

Trabalhar com as emoções não é uma tarefa fácil, uma vez que, temos nossas limitações e dificuldades.

Todas as pessoas, independente da idade, merecem respeito. Respeitar os sentimentos das crianças, independente da idade, é o caminho para contribuirmos na formação de uma identidade própria. Com isso damos voz às crianças para expressarem como se sentem.

Escutando e Ouvindo as crianças, estamos as respeitando, e, como conseqüência, conseguiremos que elas também nos ouçam com mais atenção e respeito.”

Para as mamães que tiverem alguma dúvida ou quiserem enviar algum comentário para a Psicologa Júlia é só enviar um e-mail para julia.buarque@babyblogbr.com.br ou contato@babyblogbr.com.br

Bjo,bjo

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