04 fev 2011

Escola bilíngue???


Para encerrar o tema volta as aulas desta semana, hoje vou falar sobre a escolha de uma escolha bilíngue… Existe idade certa para começar o estudo de uma segunda língua? Saiba em que situações esse aprendizado é mais vantajoso.





Vale a pena incluir o ensino de um segundo idioma no aprendizado de bebês e crianças de até 5 anos? Essa é uma pergunta cada vez mais recorrente na vida das famílias modernas. Afinal, a tecnologia evoluiu e a comunicação aproximou as pessoas. Com a globalização e a internet, línguas como o inglês e o espanhol ganharam importância no nosso dia-a-dia. Mas até que ponto é saudável expor os pequenos ao chamado bilinguismo? Existe uma idade certa para fazer isso? Quais os riscos de a criança apresentar defasagem de fala por causa de confusões entre os idiomas?

O ensino bilíngue do modo como se conhece hoje é novo, não tem 50 anos. Por isso, os estudos em relação ao tema ainda são incipientes. “Existem teorias defendendo que crianças pequenas têm mais facilidade de assimilar um segundo idioma e outras que asseguram que é preciso antes consolidar a língua materna”, informa a pedagoga Selma de Assis Moura, coordenadora pedagógica de uma escola bilíngue em São Paulo. “Questiono esse determinismo. Prefiro trabalhar com a ideia de que as crianças dispõem de inteligência linguística, ou seja, capacidade de processar linguagens e podem desenvolvê-la bem a qualquer tempo.”

Segundo ela, o perfil familiar é mais importante do que a idade da criança na hora de optar pela introdução de mais um idioma na vida de um filho. Os pais ou os responsáveis devem valorizar a segunda língua, por questões profissionais ou pessoais, mas o ensino bilíngue só tem sentido se houver a perspectiva de continuidade em casa. “A razão de ser da língua é a comunicação: se a criança não precisar do idioma, por que vai utilizá-lo?”, questiona Selma de Assis.

O médico Luiz Celso Vilanova, chefe do setor de neurologia infantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concorda que a criança é capaz de aprender a reconhecer os sons próprios de um idioma independente de sua idade. Ela ressalta, no entanto, que o cérebro vai perdendo a capacidade de identificar e produzir fonemas se a pessoa não é exposta a eles. “Na prática, isso significa que é vantajoso colocar crianças pequenas em contato com dois ou mesmo três idiomas”, sustenta. “No futuro, elas terão mais facilidade de desenvolver essas línguas e o risco de adquirirem sotaque é menor.”



Fonte: http://bebe.abril.com.br/03_05/educacao/ensino-bilingue.php


04 fev 2011

Escola bilíngue???


Para encerrar o tema volta as aulas desta semana, hoje vou falar sobre a escolha de uma escolha bilíngue… Existe idade certa para começar o estudo de uma segunda língua? Saiba em que situações esse aprendizado é mais vantajoso.





Vale a pena incluir o ensino de um segundo idioma no aprendizado de bebês e crianças de até 5 anos? Essa é uma pergunta cada vez mais recorrente na vida das famílias modernas. Afinal, a tecnologia evoluiu e a comunicação aproximou as pessoas. Com a globalização e a internet, línguas como o inglês e o espanhol ganharam importância no nosso dia-a-dia. Mas até que ponto é saudável expor os pequenos ao chamado bilinguismo? Existe uma idade certa para fazer isso? Quais os riscos de a criança apresentar defasagem de fala por causa de confusões entre os idiomas?

O ensino bilíngue do modo como se conhece hoje é novo, não tem 50 anos. Por isso, os estudos em relação ao tema ainda são incipientes. “Existem teorias defendendo que crianças pequenas têm mais facilidade de assimilar um segundo idioma e outras que asseguram que é preciso antes consolidar a língua materna”, informa a pedagoga Selma de Assis Moura, coordenadora pedagógica de uma escola bilíngue em São Paulo. “Questiono esse determinismo. Prefiro trabalhar com a ideia de que as crianças dispõem de inteligência linguística, ou seja, capacidade de processar linguagens e podem desenvolvê-la bem a qualquer tempo.”

Segundo ela, o perfil familiar é mais importante do que a idade da criança na hora de optar pela introdução de mais um idioma na vida de um filho. Os pais ou os responsáveis devem valorizar a segunda língua, por questões profissionais ou pessoais, mas o ensino bilíngue só tem sentido se houver a perspectiva de continuidade em casa. “A razão de ser da língua é a comunicação: se a criança não precisar do idioma, por que vai utilizá-lo?”, questiona Selma de Assis.

O médico Luiz Celso Vilanova, chefe do setor de neurologia infantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concorda que a criança é capaz de aprender a reconhecer os sons próprios de um idioma independente de sua idade. Ela ressalta, no entanto, que o cérebro vai perdendo a capacidade de identificar e produzir fonemas se a pessoa não é exposta a eles. “Na prática, isso significa que é vantajoso colocar crianças pequenas em contato com dois ou mesmo três idiomas”, sustenta. “No futuro, elas terão mais facilidade de desenvolver essas línguas e o risco de adquirirem sotaque é menor.”



Fonte: http://bebe.abril.com.br/03_05/educacao/ensino-bilingue.php


03 fev 2011

Como escolher a escola do seu filho


Na hora de decidir aonde deixar os pequenos por boa parte do dia, preste atenção em uma série de fatores: da limpeza ao projeto pedagógico!!!

Hoje, mais do que ser um local apenas de cuidado das crianças, as boas escolas de educação infantil seguem à risca o compromisso com os aspectos educativos. Pesquisas do mundo todo mostram que a freqüência à creche e à pré-escola causa efeitos positivos na vida da garotada. A seguir, esclarecemos as dez principais dúvidas que surgem no momento da escolha para que você possa oferecer o melhor ao seu filho.

1. Qual deve ser o projeto educacional?
A melhor opção é aquela que está de acordo com as expectativas dos pais em relação à formação do filho. De forma geral, as propostas podem ser divididas em três tipos: a tradicional, a lúdica e a sócio-construtivista. A primeira prioriza a disciplina e o cumprimento de regras. O foco do segundo tipo são as brincadeiras, mas com pouca preocupação pedagógica. O terceiro é defendido por referenciais nacionais e é forte em planejamento de situações de aprendizagem, em que há a intenção clara e conteúdos para cada faixa etária. Um exemplo são atividades divertidas com bacias cheias de água e objetos de diferentes pesos para trabalhar o tema da flutuação com crianças de 4 a 5 anos. Em todos os projetos, observe se há trabalhos com valores, como a cooperação e o respeito às diferenças. Quanto mais próximos aos da sua família, melhor.

2. Como devem ser os espaços da escola?
Segurança é um item importante. Preste atenção se a escola tem escadas com grade de proteção e corrimão ou, melhor ainda, se opta por rampas, se as janelas de andares superiores têm telas, se as tomadas são cobertas e os produtos de limpeza mantidos fora de alcance dos pequenos. As cores dos espaços devem formar uma coerência visual: portas de uma cor, paredes de outra. As salas precisam ser arejadas e contar com passagens para um solário ou jardim, além de banheiros e trocadores por perto. Por fim, o ideal é que os ambientes disponibilizem materiais, como fantasias, brinquedos e livros, ao alcance das crianças para que elas possam fazer escolhas.

3. Qual é o número ideal de professores por bebê ou criança?
Municípios e estados têm uma resolução diferente para a quantidade ideal de crianças por professor. Segundo o Conselho Nacional de Educação, cada um deve cuidar, no máximo, de seis a oito crianças de até 2 anos, de 15 crianças até 3 anos e de 20 crianças de 4 até 6 anos. Muitos pais podem temer algum descuido com o filho. No entanto, é preciso compreender que uma escola é bem diferente do zelo típico do ambiente familiar: lá as crianças vão ter de dividir a atenção e esperar em alguns momentos, mas há a vantagem de receber cuidados profissionais e conviver, desde cedo, com outros meninos e meninas da mesma idade.

4. O que preciso é preciso olhar em termos de limpeza?
Todos os funcionários devem ter uniformes limpos e lavar as mãos com frequência. Os brinquedos e as fantasias precisam ser higienizados semanalmente ou sempre que houver necessidade – já os berços e os colchões, diariamente. Na hora da soneca, os colchões precisam ser colocados a certa distância uns dos outros. Mas não fique tão obcecada com a limpeza. Seus filhos precisam brincar no chão e se sujar. Faz parte do processo de crescimento. Além disso, no berçário, se uma criança está resfriada, é provável que as outras também fiquem – e isso é até bom para desenvolver anticorpos logo cedo.

5. É melhor uma escola que ofereça alimentação?
A escola que oferece lanche ou almoço, em geral, conta com a vantagem de ter a orientação de um nutricionista ou uma equipe de nutrição. Assim, é oferecida uma alimentação balanceada e até divertida, como cenouras e outros legumes em formato de bichos. É uma preocupação a menos para você. Além disso, o momento das refeições com os colegas é um aprendizado sobre o ritual de comer em público. Algumas escolas até trabalham com sistema de self-service, que permite que as crianças aprendam a servir a quantidade que vão comer. Mais um ponto para o desenvolvimento da autonomia.
6. A localização da escola importa?
Os especialistas se dividem nessa questão: alguns avaliam que, quanto mais perto de casa ou do trabalho, melhor. Isso facilita a ida ao local em caso de emergência, além de evitar que seu filho faça longas viagens pela cidade e tenha de enfrentar o trânsito ainda pequeno. Outros acham que vale a pena colocar a criança em uma escola um pouco mais distante se ela oferecer um ensino de melhor qualidade. De qualquer forma, fazer crianças muito pequenas viajarem mais de uma hora todos os dias, ou acordar de madrugada, não é a melhor saída. Elas ficam cansadas e até estressadas.

7. O preço é sinônimo de qualidade?
Nem sempre a escola mais cara traz vantagens significativas. Às vezes, a que cobra mensalidades mais em conta e segue uma proposta pedagógica interessante é melhor do que a cara e com prédio sofisticado. Vale observar se o preço pago corresponde, por exemplo, a espaços bem equipados (não necessariamente com luxo) e professores bem formados. A equipe precisa fazer cursos continuamente e, de preferência, financiados pela própria instituição. Essa é uma das principais diferenças de uma escola de qualidade.

8. As escolas bilíngues valem a pena?
Depende do método de ensino oferecido e da familiaridade dos pais com a segunda língua aprendida pelo filho. A criança pode ficar confusa caso fale inglês o tempo todo na escola e, ao chegar em casa, só fale português. Sim, é mais fácil aprender outro idioma desde cedo, mas nem sempre o método usado por algumas instituições é o mais eficiente. A que se diz bilíngue e oferece três aulas de inglês por semana nos moldes tradicionais, com tradução de palavras do português, surte poucos efeitos. Ver um desenho animado numa língua estrangeira, por exemplo, pode trazer mais resultado. Bilíngue deve ser sinônimo de imersão em dois idiomas.

9. Uma escola que ofereça atividades extracurriculares é mais interessante?
Fazer balé, natação e até aulas de arte pode ajudar as crianças a desenvolver, desde cedo, uma série de habilidades interessantes. Mas na primeira infância ninguém deve ser sobrecarregado. Os pequenos precisam brincar, dormir e passar bastante tempo com os pais. As aulas são compromissos sérios e exigem o cumprimento de horários. Até os 2 anos, não é recomendado que as crianças façam esse tipo de atividade, que geralmente é mais bem aproveitada por garotos e garotas mais crescidos. Por fim, vale observar se um simples passeio na pracinha não deixaria seu filho mais feliz.

10. Depois de um tempo, é ruim mudar as crianças pequenas de escola?
Até os 5 anos, elas criam vínculos fortes com as pessoas próximas porque ainda são muito dependentes. Mudar de escola não é uma missão impossível. Isso deve ser feito caso a criança não goste do lugar ou os pais se sintam mal atendidos. Mas a transição é trabalhosa. O seu filho terá de se adaptar novamente a um novo ambiente. As primeiras semanas costumam ser mais delicadas e a presença de um dos pais ou um adulto de referência ajuda a superar o estranhamento.

03 fev 2011

Como escolher a escola do seu filho


Na hora de decidir aonde deixar os pequenos por boa parte do dia, preste atenção em uma série de fatores: da limpeza ao projeto pedagógico!!!

Hoje, mais do que ser um local apenas de cuidado das crianças, as boas escolas de educação infantil seguem à risca o compromisso com os aspectos educativos. Pesquisas do mundo todo mostram que a freqüência à creche e à pré-escola causa efeitos positivos na vida da garotada. A seguir, esclarecemos as dez principais dúvidas que surgem no momento da escolha para que você possa oferecer o melhor ao seu filho.

1. Qual deve ser o projeto educacional?
A melhor opção é aquela que está de acordo com as expectativas dos pais em relação à formação do filho. De forma geral, as propostas podem ser divididas em três tipos: a tradicional, a lúdica e a sócio-construtivista. A primeira prioriza a disciplina e o cumprimento de regras. O foco do segundo tipo são as brincadeiras, mas com pouca preocupação pedagógica. O terceiro é defendido por referenciais nacionais e é forte em planejamento de situações de aprendizagem, em que há a intenção clara e conteúdos para cada faixa etária. Um exemplo são atividades divertidas com bacias cheias de água e objetos de diferentes pesos para trabalhar o tema da flutuação com crianças de 4 a 5 anos. Em todos os projetos, observe se há trabalhos com valores, como a cooperação e o respeito às diferenças. Quanto mais próximos aos da sua família, melhor.

2. Como devem ser os espaços da escola?
Segurança é um item importante. Preste atenção se a escola tem escadas com grade de proteção e corrimão ou, melhor ainda, se opta por rampas, se as janelas de andares superiores têm telas, se as tomadas são cobertas e os produtos de limpeza mantidos fora de alcance dos pequenos. As cores dos espaços devem formar uma coerência visual: portas de uma cor, paredes de outra. As salas precisam ser arejadas e contar com passagens para um solário ou jardim, além de banheiros e trocadores por perto. Por fim, o ideal é que os ambientes disponibilizem materiais, como fantasias, brinquedos e livros, ao alcance das crianças para que elas possam fazer escolhas.

3. Qual é o número ideal de professores por bebê ou criança?
Municípios e estados têm uma resolução diferente para a quantidade ideal de crianças por professor. Segundo o Conselho Nacional de Educação, cada um deve cuidar, no máximo, de seis a oito crianças de até 2 anos, de 15 crianças até 3 anos e de 20 crianças de 4 até 6 anos. Muitos pais podem temer algum descuido com o filho. No entanto, é preciso compreender que uma escola é bem diferente do zelo típico do ambiente familiar: lá as crianças vão ter de dividir a atenção e esperar em alguns momentos, mas há a vantagem de receber cuidados profissionais e conviver, desde cedo, com outros meninos e meninas da mesma idade.

4. O que preciso é preciso olhar em termos de limpeza?
Todos os funcionários devem ter uniformes limpos e lavar as mãos com frequência. Os brinquedos e as fantasias precisam ser higienizados semanalmente ou sempre que houver necessidade – já os berços e os colchões, diariamente. Na hora da soneca, os colchões precisam ser colocados a certa distância uns dos outros. Mas não fique tão obcecada com a limpeza. Seus filhos precisam brincar no chão e se sujar. Faz parte do processo de crescimento. Além disso, no berçário, se uma criança está resfriada, é provável que as outras também fiquem – e isso é até bom para desenvolver anticorpos logo cedo.

5. É melhor uma escola que ofereça alimentação?
A escola que oferece lanche ou almoço, em geral, conta com a vantagem de ter a orientação de um nutricionista ou uma equipe de nutrição. Assim, é oferecida uma alimentação balanceada e até divertida, como cenouras e outros legumes em formato de bichos. É uma preocupação a menos para você. Além disso, o momento das refeições com os colegas é um aprendizado sobre o ritual de comer em público. Algumas escolas até trabalham com sistema de self-service, que permite que as crianças aprendam a servir a quantidade que vão comer. Mais um ponto para o desenvolvimento da autonomia.
6. A localização da escola importa?
Os especialistas se dividem nessa questão: alguns avaliam que, quanto mais perto de casa ou do trabalho, melhor. Isso facilita a ida ao local em caso de emergência, além de evitar que seu filho faça longas viagens pela cidade e tenha de enfrentar o trânsito ainda pequeno. Outros acham que vale a pena colocar a criança em uma escola um pouco mais distante se ela oferecer um ensino de melhor qualidade. De qualquer forma, fazer crianças muito pequenas viajarem mais de uma hora todos os dias, ou acordar de madrugada, não é a melhor saída. Elas ficam cansadas e até estressadas.

7. O preço é sinônimo de qualidade?
Nem sempre a escola mais cara traz vantagens significativas. Às vezes, a que cobra mensalidades mais em conta e segue uma proposta pedagógica interessante é melhor do que a cara e com prédio sofisticado. Vale observar se o preço pago corresponde, por exemplo, a espaços bem equipados (não necessariamente com luxo) e professores bem formados. A equipe precisa fazer cursos continuamente e, de preferência, financiados pela própria instituição. Essa é uma das principais diferenças de uma escola de qualidade.

8. As escolas bilíngues valem a pena?
Depende do método de ensino oferecido e da familiaridade dos pais com a segunda língua aprendida pelo filho. A criança pode ficar confusa caso fale inglês o tempo todo na escola e, ao chegar em casa, só fale português. Sim, é mais fácil aprender outro idioma desde cedo, mas nem sempre o método usado por algumas instituições é o mais eficiente. A que se diz bilíngue e oferece três aulas de inglês por semana nos moldes tradicionais, com tradução de palavras do português, surte poucos efeitos. Ver um desenho animado numa língua estrangeira, por exemplo, pode trazer mais resultado. Bilíngue deve ser sinônimo de imersão em dois idiomas.

9. Uma escola que ofereça atividades extracurriculares é mais interessante?
Fazer balé, natação e até aulas de arte pode ajudar as crianças a desenvolver, desde cedo, uma série de habilidades interessantes. Mas na primeira infância ninguém deve ser sobrecarregado. Os pequenos precisam brincar, dormir e passar bastante tempo com os pais. As aulas são compromissos sérios e exigem o cumprimento de horários. Até os 2 anos, não é recomendado que as crianças façam esse tipo de atividade, que geralmente é mais bem aproveitada por garotos e garotas mais crescidos. Por fim, vale observar se um simples passeio na pracinha não deixaria seu filho mais feliz.

10. Depois de um tempo, é ruim mudar as crianças pequenas de escola?
Até os 5 anos, elas criam vínculos fortes com as pessoas próximas porque ainda são muito dependentes. Mudar de escola não é uma missão impossível. Isso deve ser feito caso a criança não goste do lugar ou os pais se sintam mal atendidos. Mas a transição é trabalhosa. O seu filho terá de se adaptar novamente a um novo ambiente. As primeiras semanas costumam ser mais delicadas e a presença de um dos pais ou um adulto de referência ajuda a superar o estranhamento.

02 fev 2011

Primeiro dia na escola



… Dando continuidade ao tema da semana… Vou falar hoje do primeiro dia de aula que para algumas mães é quase uma tortura chinesa ;-))


“Parecia que o Gabriel estava indo para o Exército. Eu me debulhei em lágrimas”, conta a professora de inglês paulista Ariana Verdi, 42 anos, mãe do garoto de 2. A reação de Ariana é compreensível. Afinal, o primeiríssimo dia de aula de uma criança marca o início de sua independência, algo encarado com um misto de ansiedade e culpa por muitos pais. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada em Curitiba, no Paraná.


O trabalho revelou que 22% das mulheres de nível socieconômico privilegiado se sentem culpadas por deixar seus pequenos na escola. Entre as de baixa renda, esse índice é de apenas 3%. “No primeiro caso as mães procuram realização pessoal”, explica a psicóloga Lidia Weber, autora do trabalho. “Elas acham que dão mais importância à carreira em detrimento dos filhos”, completa a professora da Universidade Federal do Paraná. “Já as do segundo grupo trabalham por necessidade. Se pudessem parar, ficariam em casa.”

Os especialistas garantem: é normal os pais vivenciarem esse tipo de sentimento. “Eles apenas devem se controlar para não contaminar o filho. A criança é como uma esponja: absorve tudo”, diz a psicóloga. Esse cuidado é importante, porque ir à escola desde muito cedo só faz bem, atestam diversos estudos. “Essa é a fase da vida de maior desenvolvimento cognitivo e emocional”, diz Fernanda Nedopetalski, coordenadora pedagógica da Escola de Educação Infantil Quintal, em São Paulo. “No colégio as crianças têm estímulos o tempo todo.”

É claro que os pequenos também podem estranhar a nova realidade, o que não deixa de revelar certas carências. Por exemplo: o moleque que faz escândalo durante a despedida no portão da escola é classificado pelos psicólogos como ansioso e precisa reafirmar o companheirismo dos pais. Segundo padrões internacionais, 19% dos meninos e das meninas se encaixariam nessa definição. Por outro lado, 21% da garotada seria do tipo apático, ou seja, não demonstra interesse pela aula nem mostra felicidade no horário de saída, quando pode ir para casa. Aí a solução é dar mais e mais carinho.

Aliás, a escola é de grande valia nas duas situações. “O importante é ir aos poucos no processo de adaptação. Um dos pais deve permanecer na escola até a criança ficar à vontade”, opina Silvana Leporace, que trabalha com orientação educacional no Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Em geral, porém, cerca de 60% da criançada é considerada segura. Logo, logo entra direto na sala de aula, mal se despedindo dos pais — que, cá entre nós, na hora agá até sofrem um pouco com o desdém. Mas ele é um ótimo sinal. “Essa criança tem certeza de que eles a amam e vão buscá-la ao final do dia”, diz Lidia. Aí, quem precisa se acalmar é o pai ou a mãe.

O modo como seu filho reage…
…na escola revela alguns traços de sua personalidade

Seguro
É aquele que faz pouca ou nenhuma manha ao ser deixado no colégio. Depois da aula recebe os pais com entusiasmo. Representa cerca de 60% da molecada.

Ansioso
Sabe aquela criança que chora muito e protesta só de avistar o portão da escola? É esse o tipo. Passa boa parte da aula vigilante para ver se os pais já vieram buscá-la. Entre os pequenos, 19% se enquadram nessa categoria.

Apático
Ele se mostra desinteressado. Depois das aulas evita os pais no reencontro, como se estivesse se vingando por ter sido deixado na escola. São assim cerca de 21% dos meninos e das meninas.


Sem traumas
Algumas dicas para um início de vida escolar tranqüilo

• Visite a escola antes do começo das aulas. Assim você se sente seguro quanto às instalações e seu filho logo se ambienta.

• Nada de chororô. Em vez disso, diga frases como: “Agora você vai fazer um monte de coisas legais, depois a gente vem buscá-lo”.

• Fique atento nos sinais. Se a criança sempre alega dores bem na hora de ir à escola, se chora ou demonstra ansiedade antes de toda aula, investigue os motivos em parceria com o colégio.


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