27 out 2016

Dr. Drauzio Varella explica o que é a intolerância à lactose


Intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo não produz, ou produz em quantidade insuficiente, uma enzima digestiva chamada lactase, que quebra e decompõe a lactose, ou seja, o açúcar do leite.

Como consequência, essa substância chega ao intestino grosso inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas.

É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose. A alergia é uma reação imunológica adversa às proteínas do leite, que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja, de leite ou derivados. A mais comum é a alergia ao leite de vaca, que pode provocar alterações no intestino, na pele e no sistema respiratório (tosse e bronquite, por exemplo).

A intolerância à lactose é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino delgado. Os sintomas variam de acordo com a maior ou menor quantidade de leite e derivados ingeridos.
Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada.

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  1. Deficiência congênita - por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir lactase (forma rara, mas crônica);
  2. Deficiência primária - diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência e até o fim da vida (forma mais comum);
  3. Deficiência secundária - a produção de lactase é afetada por doenças  intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite, por exemplo. Nesses casos, a intolerância pode ser temporária e desaparecer com o controle da doença de base.

 Sintomas

Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Eles costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos, etc.). Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. Crianças pequenas e bebês portadores do distúrbio, em geral, perdem peso e crescem mais lentamente.

Diagnóstico

Além da avaliação clínica, o diagnóstico da intolerância à lactose pode contar com três exames específicos: teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.

O primeiro é oferecido pelo SUS gratuitamente. O paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.

O segundo considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose e o terceiro leva em conta a análise do nível de acidez no exame de fezes.

Tratamento

A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta e medicamentos. No início, a proposta é suspender a ingestão de leite e derivados da dieta a fim de promover o alívio dos sintomas. Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos até identificar a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas adversos. Essa conduta terapêutica tem como objetivo manter a oferta de cálcio na alimentação, nutriente que, junto com a vitamina D, é indispensável para a formação de massa óssea saudável. Suplementos com lactase e lácteos sem lactose são úteis para manter o aporte de cálcio, quando a quantidade de leite ingerido for insuficiente.
Pessoa que desenvolveu intolerância à lactose pode levar vida absolutamente normal desde que siga a dieta adequada e evite o consumo de leite e derivados além da quantidade tolerada pelo organismo.

Recomendações

Portadores de intolerância à lactose precisam saber que:

* na medida do possível, o leite não deve ser totalmente abolido da dieta;

* é importante ler não só os rótulos dos alimentos para saber qual é a composição do produto, mas também a bula dos remédios, porque vários deles incluem lactose em sua fórmula;

* leite de vaca não entra como ingrediente do pão francês e do pão-de-ló;

* verduras de folhas verdes, como brócolis, couves, agrião, couve-flor, espinafre, assim como  feijão, ervilhas, tofu, salmão, sardinha, mariscos, amêndoas, nozes, gergelim, certos temperos (manjericão, orégano, alecrim, salsa) e ovos também funcionam como fontes de cálcio;

* comer de tudo um pouco é a melhor forma de manter o suporte de nutrientes necessários para a saúde e bem-estar do organismo.

Fonte: Dr. Drauzio Varella (www.drauziovarella.com.br)


02 set 2016

NINHO lança a primeira linha infantil de iogurtes 0% lactose


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Mamães olha que legal,  Nestlé, inaugura uma nova categoria no mercado brasileiro de iogurtes com o lançamento da primeira linha infantil de iogurtes Zero Lactose no Brasil,  agora os pequenos que tem problema de intolerância a lactose, podem consumir um iogurte mais nutritivo.

A NINHO, especialista em nutrição na infância, inova ao oferecer essa novidade às mães, que fazem questão de proporcionar uma alimentação equilibrada aos filhos com intolerância à lactose mas que não querem deixar de incluir o sabor e os benefícios nutricionais do iogurte.

A versão líquida de NINHO Zero Lactose chega nos sabores Morango e Vitamina de Frutas, enquanto a versão em polpa vem nas opções Morango e Maçã & Banana. Ambas são fontes de cálcio, nutriente essencial para a formação dos ossos e dentes, além de conter Zinco e vitaminas A e DOs produtos mantêm o delicioso sabor de NINHO e agregam ao repertório de opções gostosas no cardápio de crianças com intolerância à lactose.

Eu achei no pão de açúcar, e o valor não é muito mais caro.

bjo, bjo


17 mar 2016

Cetaphil lança no Brasil a linha Cetaphil Dermopediatrics


Mamães olha só que notícia MARAVILHOSA, agora no Brasil a linha Cetaphil para nossos pequenos. Eu uso no Bernardo e super recomendo.

“Encontrar o produto ideal para a pele do bebê pode ser um uma tarefa desafiadora. Durante o primeiro ano de vida, sua pele é mais fina que a de um adulto e ainda não possui a barreira protetora nem as glândulas sebáceas, que controlam a temperatura do corpo, totalmente desenvolvidas. Por tudo isso, a pele do bebê é mais frágil e delicada e perde mais água, o que a torna mais suscetível à desidratação e mais sensível ao contato com fatores ambientais (como poeira, pólen e mudanças climáticas). Tais características podem contribuir para o surgimento de problemas de pele, como alergias, ressecamento, irritações e intolerância da pele.

Para o desenvolvimento e fortalecimento da barreira protetora da pele do bebê é fundamental uma rotina de cuidados diários com produtos adequados, desenvolvidos especialmente para sua pele. Ela contribui para manter a saúde da pele, prevenir futuros problemas e aliviar sintomas já existentes, como coceira e irritação associadas à pele seca. É comprovado clinicamente que a hidratação diária da pele do bebê contribui para tal prevenção.

A fim de ajudar no desenvolvimento e fortalecimento da pele do bebê, chegou Cetaphil® Dermopediatrics™, uma linha especialmente desenvolvida para a limpeza e hidratação de sua pele delicada, inclusive as mais sensíveis, com tendência à irritação, desde o 1º dia de vida.

Diferenciais da linha Cetaphil Dermopediatrics:

Produtos com fórmulas rigorosamente desenvolvidas e testadas para garantir sua suavidade e tolerância até mesmo para a pele sensível e delicada do bebê. Não irritam os olhos e não possuem fragrâncias, conservantes e corantes. Podem ser utilizados desde o 1º dia de vida.

Sua fórmula exclusiva contém Glicerina Dexpantenol, que protege a barreira natural da pele e reduz o risco de alergias, eSymcalmin, combinação especial de ingredientes que alivia a irritação e a coceira da pele ressecada.

 Produtos Cetaphil Dermopediatrics, ideais para os cuidados diários com a pele do bebê

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Passo 1 – Limpeza Suave

Cetaphil Dermopediatrics Espuma de Banho da cabeça aos pés 250ml: Limpa suavemente a pele delicada do bebê, inclusive as mais sensíveis com tendência à irritação.

Indicação: Desde o 1º dia de vida

Uso diário Para rosto, corpo e cabelo – Não irrita os olhos

Preço médio sugerido: R$ 59,90

 bPasso 2 – Hidratação

Cetaphil Dermopediatrics Loção Hidratante 150ml:

Hidrata e nutre a pele delicada do bebê, inclusive as mais sensíveis com tendência à irritação.

 Indicação: Desde o 1º dia de vida

Uso diário Para rosto e corpo – Não irrita os olhos

 Preço médio sugerido: R$ 54,90

 

A linha Cetaphil Dermopediatrics, especialmente desenvolvida para a pele dos bebês e produzida na fábrica da Galderma na Suíça, será lançada no Brasil agora em março e poderá ser encontrada nas principais redes de farmácias. Aqui em SP eu achei na Drogaria Onofre. 

Fonte: Perspectiva Brasil


26 jan 2015

Limpar o nariz do bebê


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Mamães nesta época de calor, é muito comum que as crianças fiquem gripadas e com o nariz entupido ou até mesmo escorrendo, isso porque com as altas temperaturas é muito comum, que fiquem expostos ao ar condicionado por mais tempo, e o choque entre o frio do ar e o calorão provoca isso. Infelizmente o Bernardo está assim, e ontem estive com ele no Einstein e a enfermeira me orientou sobre a importância de manter as vias aéreas sempre limpas, pois evita muitos problemas futuros. Achei este artigo no site babycenter e acredito que vc´s também poderão tirar proveito.

Bjo, bjo

“Você não necessariamente precisa desentupir o nariz do bebê, mas, se conseguir, é bem provável que ele vá respirar, comer e dormir melhor.

O seu maior aliado para essa situação é o soro fisiológico. Você pode comprar soro pronto na farmácia ou uma solução salina pediátrica em gotas ou spray. O importante é usar de forma abundante para soltar as secreções e desobstruir a passagem do ar.

Para casos em que a secreção está bem grossa, você pode contar ainda com o auxílio de um aspirador nasal de borracha que suga o líquido de dentro do nariz do bebê (procure sempre itens destinados a bebês da faixa etária do seu filho).

Comece primeiro colocando um pouquinho de soro fisiológico dentro do nariz (com a cabeça do bebê ligeiramente voltada para trás), para soltar as secreções antes de tentar sugá-las, já que a própria solução de água e sal já ajudará a desentupir um pouco o nariz.

Aspirador de Borracha

Antes de inserir o aspirador no nariz do bebê, aperte bem o bulbo para que todo o ar saia de dentro, criando um vácuo (continue segurando). Com todo o cuidado, coloque então a pontinha do aspirador nasal dentro de uma das narinas da criança. Agora desaperte o bulbo para que ele sugue a secreção. Retire-o da narina e em seguida aperte bem contra um lenço de papel. Limpe o bulbo e repita o processo na outra narina.

Se o bebê ainda estiver congestionado após 10 minutos, reaplique as gotinhas de soro e aspire as narinas novamente. É importante, contudo, não fazer a sucção mais que duas ou três vezes ao dia, para não irritar a mucosa nasal.

Lembre-se que esse processo todo de limpeza precisa ser muito suave, porque, do contrário, o tecido do nariz pode acabar inflamado e até sangrar, tornando o quadro todo pior. Caso o bebê resista muito na hora de limpar o nariz, faça um intervalo e tente de novo um pouco mais tarde.

Talvez você precise da ajuda de outro adulto para ajudar a segurar o rosto do bebê.

Como faço para limpar e guardar o aspirador nasal?

Passe o bulbo de borracha por água corrente morna com sabão. Esprema a ponta na água com sabão para que limpe por dentro também. Uma vez que água tenha penetrado, mexa bastante para remover os resíduos das paredes internas, e depois esprema para sair tudo. Deixe água sem sabão entrar algumas vezes para que não sobre espuma por dentro.

Para secar, apoie o bulbo, com a ponta para baixo, em um copo de vidro.”


14 jan 2015

Filho e mãe: ele com os olhos dela e ela com os genes dele


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Não é preciso de muita observação científica e apurada para perceber na natureza humana um padrão muito interessante: a ligação entre mãe e filho. Isso se desenvolve tipicamente durante o processo da gravidez, do parto e da amamentação. Além disso, a ligação pode se dar em questões de segundos, minutos, horas, dias ou mais. É claro que essa ligação afetiva também pode ser desenvolvida para filhos não sanguíneos como no caso de uma adoção, ou com o pai da criança. No entanto, quero salientar neste texto um pouco do primeiro caso, no qual a ligação afetiva é combinada a trocas de substâncias químicas que podem alterar o organismo da mãe e do bebê irreversivelmente.

A ligação da mãe com a sua cria é muito importante para um desenvolvimento adequado da prole. Alguns trabalhos mostram que durante a gravidez a mãe produz a ocitocina (hormônio do amor e do apego) e, após o parto, a concentração desse hormônio pode predizer o nível de ligação mãe-filho. Além disso, existem inúmeros trabalhos na literatura científica estudando como a separação ou privação materna podem afetar o desenvolvimento infantil ou mesmo fatores neurobiológicos/comportamentais na vida adulta de um indivíduo. Se você quiser saber mais sobre separação materna procure ler sobre o trabalho do psiquiatra e psicanalista, Edward John Mostyn Bowlby. Além disso, indico uma revisão recente Open Source (revista aberta a qualquer pessoa, cientista ou leigo, interessado no artigo científico) que analisa a atividade de diferentes regiões cerebrais de roedores separados ou não de suas mães. Também fica a dica do trabalho de um amigo meu, Dr. Carlos Eduardo Neves Girardi, publicado em 2014 também em uma revista Open Source, sobre como o estresse neonatal pode alterar fatores afetivos associados a comportamentos esquizofrênicos em ratos.

DNA

O cérebro de uma grávida é um mistério para a ciência. A maioria das grávidas muda o comportamento, a postura, o equilíbrio, os cuidados consigo mesma de maneiras extremas e quase que instantaneamente. E com certeza tudo isso é comandado pelo cérebro. O bombardeio de hormônios de uma situação fisiológica tão importante faz com que a mãe se transforme em uma máquina a disposição do feto. Há muitos e muitos anos sabemos que existe uma troca constante de nutrientes pela placenta e é dessa forma que a mãe alimenta o feto durante a gravidez. No entanto, já se sabe que também existe troca de material genético entre mãe e feto.

Considerando todo um novo modelo teórico e científico do estudo do cérebro de uma grávida, foi mostrado que o DNA exclusivo do genoma masculino pode persistir no cérebro da mãe por toda a vida (um dos trabalhos que achei interessante é esse aqui). Como se a gestação de um feto masculino deixasse uma marca eterna no cérebro da mãe. O impacto biológico desse DNA na mãe ainda não é claro, porém o estudo mostrou que existe uma relação entre o número de gestações de fetos masculinos e o aparecimento da Doença de Alzheimer: aparentemente mulheres com mais DNA masculinos em seus cérebros tem menor predisposição de sofrer da Doença de Alzheimer. Os pesquisadores dizem que talvez esse DNA do filho possa ajudar a proteger a mãe do desenvolvimento da doença. Claro que isso ainda é uma suposição, muitos estudos científicos devem ainda ser realizados para se comprovar se essa relação pode ter realmente uma causalidade. Aguardem os próximos capítulos da ciência ou se joguem a pesquisar essa temática tão interessante.

Vocês devem se perguntar por que dentre tantos assuntos científicos para tratar no Prisma, eu escolhi esse. Bom, diversos são os motivos que me levam à escolha de um tema para os meus posts, mas particularmente para o presente texto a história é interessante. No laboratório que trabalho no NIH estava encontrando algo muito esquisito em alguns animais transgênicos. Para resumir, esses animais expressam um proteína fluorescente no DNA que pode ser observada, com os devidos aparelhos, pela coloração das orelhas e patas dos camundongos. Uma pesquisadora do laboratório notou que uma fêmea que não deveria expressar essa fluorescência passou a expressá-la após a gestação que deu cria a camundongos com ou sem a proteína fluorescente. Achamos estranho demais e começamos a pesquisar. Com uma mente bem aberta a pesquisadora apresentou para o grupo os artigos sobre o transporte de carga genética entre o embrião e a mãe. Agora essa explicação parece óbvia mas na época que tínhamos o problema, não era.

O que quero ressaltar aqui é que no mundo científico as vezes as respostas para os resultados obtidos não estão só naquela literatura fortemente associada ao seu trabalho. Abra sua mente e leia. Leia mais sobre outros assuntos que não somente o seu. No meu mundo da neurociência básica, uma mãe e seu bebê tiveram mais a me ensinar do que eu imaginava.

 

Fonte: https://prismacientifico.wordpress.com/2015/01/11/filho-e-mae-ele-com-os-olhos-dela-e-ela-com-os-genes-dele/

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