20 set 2012

O autismo é um transtorno infantil que pode acontecer mais em meninos que em meninas. As habilidades de uma criança autista podem ser altas ou baixas, dependendo tanto do nível de coeficiente intelectual, como da capacidade de comunicação verbal.
As causas do autismo ainda são desconhecidas. Mas existem algumas teorias:
1. As reações da criança autista e seu ambiente e meio social. Fala-se que o autista é assim porque não recebeu afetividade quando era pequeno. Que teve pais distantes, frios e demasiadamente intelectuais.
2. Deficiências e anormalidades cognitivas. Parece existir alguma base neurológica ainda que não seja comprovada.
3. Certos processos bioquímicos básicos. Foi encontrado um excesso de secreção de serotonina nas plaquetas dos autistas.
Perfil de uma criança autista
Uma criança autista tem um “olhar que não olha”, mas que transpassa. No lactante, pode-se observar um balbucio monótono do som, balbucio tardio, e uma falta de contato com seu ambiente, assim como de uma linguagem gestual. Não segue a mãe e pode distrair-se com um objeto sem saber para que serve.
Na etapa pré-escolar se mostra estranho, não fala. Custa assumir-se e se identificar com os demais. Não mostra contato de forma alguma. Podem apresentar condutas agressivas inclusive consigo mesmo. Outra característica do autismo é a tendência a realizar atividades de maneira repetitiva. A criança autista pode dar voltas como um pião, fazer movimentos rítmicos com seu corpo tal como agitar os braços.
Os autistas com alto nível funcional podem repetir os comerciais de televisão ou realizar rituais complexos ao deitar-se para dormir. Na adolescência, fala-se que 1/3 dos autistas podem sofrer ataques epiléticos o qual se faz pensar em uma causa nervosa.
Um resumo dos sintomas que podem indicar que uma criança seja autista:
- Acentuada falta de reconhecimento da existência ou dos sentimentos dos demais.
- Ausência de busca de consolo em momentos de aflição.
- Ausência de capacidade de imitação.
- Ausência de relação social.
- Ausência de vias de comunicação adequadas.
- Anormalidade na comunicação não verbal.
- Ausência de atividade imaginativa, como brincar de ser adulto.
- Marcada anomalia na emissão da linguagem com afetação.
- Anomalia na forma e conteúdo da linguagem.
- Movimentos corporais estereotipados.
- Preocupação persistente por parte de objetos.
- Intensa aflição em aspectos insignificantes do ambiente.
- Insistência irracional em seguir rotinas com todos seus detalhes.
- Limitação marcada de interesses, com concentração em um interesse particular.
A educação especial é o tratamento fundamental e pode dar-se na escola específica ou na dedicação muito individualizada. Pode-se recorrer à psicoterapia ainda que os resultados sejam escassos devido a que o déficit cognitivo e da linguagem dificultam a terapêutica. O apoio familiar é de grande utilidade. Os pais devem saber que a alteração autista não é um transtorno relacional afetivo de criança.
Deve-se considerar também o tratamento farmacológico, que deverá ser indicado por um médico especialista.
O autismo não tem cura. É uma síndrome que definiu, em 1943, um psiquiatra de origem austríaca chamado Leo Kanner. Hoje em dia, 50 anos depois, ainda não se conhecem as causas que originam essa grave dificuldade para relacionar-se.
Os pais que suspeitam que seu filho pode ser autista, devem consultar um pediatra para que os indiquem um psiquiatra de crianças e adolescentes, que podem diagnosticar com certeza o autismo, seu nível de gravidade e determinar as medidas educacionais apropriadas. O autismo é uma enfermidade, e as crianças autistas podem ter uma incapacidade séria para toda a vida. No entanto, com o tratamento adequado, algumas crianças autistas podem desenvolver certos aspectos de independência em suas vidas.
Os pais devem animar seus filhos autistas para que desenvolvam essas habilidades que fazem uso dos seus pontos fortes de maneira que se sintam bem consigo mesmos. O psiquiatra, além de tratar a criança, pode ajudar a família a resolver o stress; por exemplo, pode ajudar aos irmãozinhos, que possam sentir-se ignorados pelo cuidado que requer a criança autista, ou que se sintam constrangidos de levarem seus amiguinhos à casa. O psiquiatra de crianças e adolescentes pode ajudar aos pais a resolverem os problemas emocionais que surjam como resultado de conviver com uma criança autista, e orientá-los de maneira que possam criar um ambiente favorável para o desenvolvimento e o ensino da criança.
20 ago 2012

Fique atento: este final de semana tem vacinação infantil. Entre os dias 18 e 24 de agosto acontece a Campanha Nacional para Atualização da Caderneta de Vacinação. O objetivo é melhorar a cobertura vacinal das crianças de 0 a 5 anos.
E há algumas novidades! Além das vacinas já oferecidas aos pequeninos, também foram incluídas ao calendário básico a pentavalente e a Vacina Inativada Poliomielite. As crianças menores de cinco anos que residem nas regiões Norte, Nordeste dos vales do Jequitinhonha e Murici em Minas Gerais também receberão megadoses de vitamina “A”. Esta medida integra o Programa Brasil Carinhoso, lançado em maio deste ano, e tePentavalente – A vacina pentavalente é injetável e reúne, em uma única aplicação, a proteção de duas vacinas distintas: a tetravalente – que deixará de ser ofertada e protege contra a difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b (meningite e outras doenças bacterianas) e a vacina contra hepatite B.
A pentavalente será administrada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. Além desta vacina, a criança também manterá os dois reforços com a DTP.
Pólio Inativada – A partir de agora, as crianças que nunca foram imunizadas contra a paralisia infantil vão receber a primeira dose aos dois meses de vida. A segunda dose será dada aos quatro meses, junto com a vacina poliomielite inativada injetável. Já a terceira dose (aos seis meses) e o reforço (aos quinze meses) continuam como vacina oral, ou seja, em duas gotinhas.
Enquanto a pólio não for erradicada no mundo, o Ministério da Saúde vai continuar a utilizar a vacina oral poliomielite (VOP), porque ainda existem países endêmicos da doença (Nigéria, Afeganistão e Paquistão). O Brasil já está se preparando para utilizar apenas a vacina inativada quando ocorrer a erradicação da doença no mundo. Para isso será criada a vacina heptavalente – uma união da VIP será incluída na pentavalente, junto com a vacina meningocócica C. Os laboratórios Bio-Manguinhos, Butantan e Fundação Ezequiel Dias (FUNED) já estão desenvolvendo este projeto. A previsão é de que esta vacina esteja disponível no Programa Nacional de Imunizações daqui a quatro ou cinco anos.
Vitamina A – Para repor as deficiências nutricionais em crianças de 6 meses a 5 anos, o Ministério da Saúde vai disponibilizar megadoses de vitamina A. A estratégia faz parte da Ação Brasil Carinhoso e a mobilização também vai acontecer no próximo sábado (18).
A suplementação contribui para reduzir a gravidade das infecções, diminui a mortalidade infantil e contribui para a saúde da visão e do pleno desenvolvimento congnitivo. As crianças devem receber duas doses anuais (não injetáveis), uma a cada seis meses.
Para a campanha, serão priorizados os estados das regiões Norte, Nordeste e as cidades mineiras do Vale do Mucuri e Vale do Jequitinhonha. Ao todo serão 2.434 municípios que receberão as doses da suplementação. Até o final do ano, todas as demais regiões do país também vão receber as megadoses. Serão incluídos todos os municípios prioritários do Plano Brasil Sem Miséria, além dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).m como meta a superação da extrema pobreza na primeira infância.
Bjo, bjo
08 ago 2012

Estou lendo uma matéria superinteressante sobre o que realmente acontece com os bebês enquanto ainda moram na barriga de suas mamães. O texto é claro, interessante e muito informativo…vou tentar passar aqui um pouco do que entendi, mas para quem quiser ler a matéria na integra, é só clicar aqui.
O feto também é preparado no ventre para os odores e sabores de seu futuro ambiente de vida. O aroma dos alimentos maternos penetra no fluido amniótico e estimula os receptores de olfato e paladar da criança. Isso vale principalmente no final da gravidez, quando o feto bebe regularmente líquido amniótico.
Benoist Schaal, diretor do Centro Europeu para Ciências do Paladar, em Dijon, na França, comprovou o quanto essa experiência pré-natal é marcante. Ele pediu a um grupo de futuras mães que consumissem bolachas e balas de anis durante as duas últimas semanas de gravidez. Assim que as crianças nasceram, o pesquisador lhes deu para cheirar uma amostra de essência de anis: todos os bebês ficaram imediatamente alegres e começaram a mexer a boca como se estivessem lambendo ou sugando.
Mas os recém-nascidos, cujas mães não tinham consumido anis, reagiram de modo bem diferente: faziam caretas, choravam ou simplesmente não manifestavam nenhuma reação. “Substâncias aromáticas conhecidas parecem construir uma ponte olfativa entre a vida no útero materno e no mundo exterior”, elaborou Schaal.
Além disso, um odor já conhecido indica ao recém-nascido o caminho para sua fonte mais importante de alimento: o peito da mãe. Pois os aromas permeados no fluido amniótico também se encontram no leite materno. “Não é qualquer instinto que regula o comportamento de busca pelo mamilo”, explica o neurobiólogo Gerald Hüther, de Göttingen, na Alemanha. “Na realidade, a criança só segue seu ‘nariz’, seu olfato. O recém-nascido sabe qual é o cheiro do lugar que promete familiaridade, segurança e alimento”.
Entretanto, o feto não se adapta apenas ao cardápio da mãe, ele também se adequa à quantidade de alimentos que o aguarda após o nascimento. Se a mãe come pouco durante a gestação, porque está passando fome ou fazendo um regime, o sistema digestório do feto é programado para um aproveitamento máximo de reduzidos volumes de nutrientes.
Aproveite as dicas,
Bjo, bjo
11 jul 2012
A pele do bebê até um ano é muito sensível, por isso é muito comum problemas de pele ocorrerem nos primeiros meses. Mais comum do que muita mamãe imagina, as brotoejas surgem principalmente nos bebês de até seis meses, classificada como uma erupção cutânea causada pela alta temperatura do corpo, geralmente isso ocorre com os bebês devido a grande crença das pessoas acreditarem que eles sentem muito frio, agasalhando-os exageradamente. Mas, a realidade é que a temperatura do organismo dos pequenos é semelhante à de um adulto, por isso eles sofrem com as brotoejas que coçam e os deixam irritados.
Os poros da pele são responsáveis pela liberação de suor e quando há uma grande quantidade a ser liberado, os poros ainda precoces dos bebês são incapazes de liberar todo suor e, por isso surgem essas pequenas bolhas que se parecem com uma acne.
Onde surge?
Geralmente no rosto do bebê, mas é frequente também nas costas, bumbum e couro cabeludo, lugares em que costumam transpirar mais.
Quais os riscos?
A brotoeja não oferece grandes riscos, mas é preciso que as medidas corretas sejam tomadas, o que pode ocorrer devido à alta temperatura do organismo do bebê é a insolação, gerando assim os sintomas característicos como vômito, queda da pressão, etc.
A brotoeja também causa coceira e, assim consequentemente feridas que podem infeccionar e causar manchas, por isso é preciso tratá-las.
Tratamento
A principal maneira de tratar as brotoejas é através da higienização e quanto menos roupas o bebê estiver melhor, banhos mornos com maizena também podem ajudar, refrescá-lo é uma das formas de auxiliar no tratamento. Ao longo do dia, umedeça as regiões afetadas pela brotoeja com algodão embebido de água boricada, opte por roupas de tecidos leves e de 100% algodão, não utilize tecido sintéticos ou lã, utilize uma fralda de algodão para secá-lo, ou se puder o deixe secar naturalmente, ao invés de usar a toalha.
A consulta médica e seguir corretamente as orientações são indispensáveis para livrar o seu bebê deste incômodo, o uso de pomadas e medicamentos só devem ser feitos com prescrição médica.
Bjo, bjo
01 jun 2012

Foto de: Erika Muniz (http://erikamuniz.com/)
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