01 nov 2012

São Paulo 40 graus


Com essa onda de calor que vem assolando o Brasil os cuidados que as grávidas precisam tomar têm que ser redobrados. “Vem chegando o verão, o calor no coração…” e com ele, as altas temperaturas. – Vejam alguns cuidados que eu particularmente venho tomando e que tem me ajudando muito.

Comer e beber

No Verão, a alimentação deverá ser fresca e saudável. Mas nem tudo o que é fresco faz bem, principalmente se você está grávida. A água é o melhor para matar a sede, já que os sucos de fruta, mesmo os naturais, têm muito açúcar e não tiram a sede por completo. É importante respeitar os horários das refeições de forma a evitar a hipoglicemia e hipotensão. Escolha alimentos frescos e naturais. As grávidas devem ter atenção aos alimentos como a alface, por exemplo, que pode estar mal lavada. Outros cuidados devem ir ainda para as saladas em geral, principalmente com maionese (perigosa no Verão), e os queijos frescos (por causa da toxoplasmose).

Abuse de vestidos, de preferencia de tecidos leves e mais soltinhos, eles são ideais para a fase final da gestação quando a ida ao banheiro para urinar aumenta consideravelmente.  As calças para grávidas aquelas que possuem um elático na cintura são outra opção, principalmente as de algodão ou linho, porque são mais confortáveis e frescas.  Quanto aos sapatos, abuse das rasteirinhas e sapatilhas elas são ótimas para te ajudar a manter o equilíbrio que ao final da gravidez torna-se cada vez mais difícil.

Ao ar livre

Deliciosos passeios à beira-mar ou em parques nas horas de menos calor fazem maravilhas: poder desfrutar do sol e da brisa do mar ao mesmo tempo é um dos melhores bálsamos para o espírito. Mas, mesmo na praia ou no parque, existem algumas restrições, evite entrar no mar se ele estiver muito forte, prefira ficar cadeiras ao invés de ficar deitada em cangas, é mais fácil na hora de se levantar.

No trabalho

Quem tem pressão baixa pode sentir-se pior nesta época do ano, com tonturas e sensação de desmaio. Se possível mantenha as pernas sempre elevadas, em cima de caixas ou até mesmo apoiada numa lata do lixo. Caso os seus pés comessem a inchar não cometa o erro de tirar os sapatos a não ser que tenha uma sandalinha reserva dentro da bola, caso contrário você poderá correr risco de não conseguir calça-lo novamente. E outro ponto que temos que levar em questão é que embora não haja razão para ficarmos parada, não temos que fazer grandes esforços e muito menos trabalhar até o nosso limite, nesta fase saiba respeitar seus limites e ouvir seu corpo quando te pedir para diminuir o ritmo.

Bom feriado,

Bjo, bjo


24 out 2012

Estrias, uma grande vilã durante a gravidez


O aparecimento de estrias é um dos problemas mais comum na gravidez. As estrias relacionadas com a gravidez usualmente começam a aparecer a partir dosegundo trimestre da gravidez, ocorrendo principalmente na zona do umbigo e espalhando-se pela barriga. Também podem surgir na barriga, coxas, parte superior dos braços e nádegas.

Quando a gravidez é múltipla, a probabilidade de apresentar estrias é ainda maior, já que a pele tende a esticar muito mais. As estrias são essencialmente um “rasgar” da pele, resultado da desfragmentação do colágeno e das camadas elásticas da pele.

Uma das causas desse incômodo é o aumento do peso corporal. Ganhar peso na gravidez é normal, mas em excesso pode causar estrias. As alterações hormonais também são fatores importantes, mas especialistas afirmam que o principal fator para o desenvolvimento de estrias é genético.

É importante frisar que isso não ocorre em todas as grávidas, e apesar de não ter como apagar as marcas da gestação, elas podem ser amenizadas. Com o aumento do peso corporal, as fibras de elastina e colágeno (responsáveis pela firmeza) que ficam na derme, quando não acompanham o aumento do volume corporal, rompem-se e isso se reflete na pele.

Para prevenir:

- Evite o efeito sanfona, engordar e emagrecer bruscamente.

- Beba bastante água para deixar o corpo bem hidratado.

- Evitar o estresse durante a gravidez.

- Ingerir alimentos ricos em vitamina C,  estimula a produção de colágeno e proteínas.

- Usar cremes hidratantes, que são aliados eficazes nessa luta, pois possuem substâncias que ajudam na regeneração da pele. Produtos que contenham em sua fórmula ureia (máximo 3 por cento), lactato de amônia, colágeno, elastina, vitaminaE e os óleos vegetais são recomendados antes da gravidez e durante a gravidez. Apenas um alerta: mesmo que a mamãe já tenha utilizado algum creme ou óleo antes da gravidez, é importante perguntar ao médico para saber se há alguma substância na sua fórmula que possa prejudicar o desenvolvimento do bebê.

- As roupas íntimas devem ser confortáveis, ajudando na prevenção das estrias. Os sutiãs devem ser reforçados, suportando o crescimento e o peso das mamas que aumentam significativamente durante a gestação.

Tratamento:

O tratamento tem como objetivo melhorar a aparência e aspecto estéticodeixado por elas. Existem várias técnicas de tratamento como dermoabrasão, intradermoterapia, peeling, subcisão, uso contínuo de alguns tipos de ácidos que visam estimular a formação de tecido colágeno nas lesões.

Tais tratamentos são procedimentos médicos, portanto, só devem ser realizados sob orientação de um profissional qualificado e a maior parte deles só poderá ser realizado após o período de amamentação.


15 out 2012

Vantagens do parto Normal


O medo da dor, assim como a vida ativa das mulheres no nosso século, tem levado ao aumento do parto cesárea não apenas no Brasil, mas no mundo todo. É claro que a anestesia periidural, utilizada na cesárea, torna-se  útil e imprescindível em alguns casos. O parto normal favorece a expulsão dos líquidos pulmonares do bebê, complica menos, com menos risco de infecções e a permanência no hospital é breve. O custo para os pais e o hospital também é menor além de que a mamães retorna rapidamente as suas atividades por não haver dores pós parto.

Recentemente, o Dr. Denish Walsh, obstetra e professor da Universidade de Nottingham (Reino Unido), num artigo publicado na revista “Evidente Based Midwifery”, explica que a dor é um rito de transição que ajuda a regular o parto.

Segundo Walsh, a dor do parto tem uma série de efeitos benéficos tanto para a mulher quanto para o bebê, que perdem sua eficácia quando a paciente escolhe dar à luz com anestesia, embora seja útil e imprescindível em alguns casos.

A dor de parto, além de contribuir com a fisiologia do parto, fortalece ainda mais o vínculo entre mãe e filho e prepara a mulher para as responsabilidades da maternidade.

Uma das vantagens de se optar por um parto natural, além das razões médicas, é o prazer desse rito fisiológico que termina com o nascimento do bebê, além do fato de que a própria dor induz a liberação de endorfinas, que dão uma sensação de euforia e bem-estar.

No parto natural o bebê pode ser imediatamente acolhido e ter vínculo com a mãe. E não há nada melhor para fortalecer o sistema imunológico da criança que afeto e carinho.

O Dr. Walsh ainda afirma que alguns estudos demonstraram que a anestesia peridural aumenta a probabilidade de ter que induzir as contrações com tratamentos hormonais e é mais frequente o uso de fórceps para ajudar a saída do bebê.

O professor recomenda ao Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) outras alternativas de alívio à dor como ioga, massagem e tratamentos em piscinas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que apenas 15% dos partos sejam realizados com intervenção cirúrgica – porcentagem referente aos partos de risco, aqueles em que a cesárea é indispensável. A média no Brasil é de 43% de cesarianas e entre as mulheres que utilizam planos de saúde esse índice chega a 80%. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirma que o Brasil é um dos países em que mais se pratica esse tipo de cirurgia.

Devido esse número alarmante, o ministro diz que o Sistema Único de Saúde (SUS) estuda como remunerar melhor os médicos pelo parto normal, para que o fator econômico não seja empecilho para esse tipo de procedimento.

O alto índice de partos realizados com intervenção cirúrgica provoca vários problemas de saúde para a mãe, porque aumenta o risco de hemorragias e infecções. Para os bebês a situação não é diferente. O parto antecipado – como ocorre na maioria das cesarianas – resulta em problemas respiratórios e internação em UTI neonatal.

 

As infecções causadas pelo parto são a terceira maior causa de morte dos recém-nascidos e elas acontecem muito mais em partos cirúrgicos. Com a cesariana, o bebê é separado da mãe a princípio. Quando o aleitamento é iniciado o mais rápido possível, aumenta as defesas da criança e diminui o risco de diarreia, que é uma das causas também destacadas de óbito.


08 out 2012

Pré-eclampsia e eclampsia durante a gravidez


Também conhecida por toxemia gravídica, a pré-eclampsia  trata-se de um problema que ocorre em algumas mulheres durante a gravidez. Pode acontecer a partir do quinto mês, e com mais frequência durante a primeira gravidez, naquelas mulheres cujas mães ou irmãs tiveram pré-eclampsia.

Mas a causa precisa da pré-eclampsia ainda é desconhecida. Existem muitas teorias que se baseiam em que as causas podem estar relacionadas a fatores genéticos, alimentares, vasculares, neurológicos, etc., mas nenhuma delas chegou a confirmar-se. Normalmente a pré-eclampsia se reconhece pela hipertensão arterial, aumento de peso e proteínas na urina.

A eclampsia vai mais além. Trata-se de uma toxemia gravídica com convulsões. Um quadro mais agravado, ou seja, é quando a mulher grávida apresenta os sintomas da pré-eclampsia e chega a ter convulsões e outras reações mais preocupantes para ela e para o bebê que espera.

É importante considerar que 75% das mortes por hipertensão na gravidez têm como causa a pré-eclampsia e a eclampsia. Isso é lastimável porque a eclampsia em especial, que é uma forma grave da pré-eclampsia, é uma patologia que pode ser prevenida desde que se consiga atuar precocemente.

  • Riscos de pré-eclampsia e eclampsia na gravidez

Enquanto a pré-eclampsia se apresenta em aproximadamente 5% de todas as gravidezes, a eclampsia pode ocorrer em 1 em cada 2 a 3 mil gravidezes.

O risco de sofrer uma pré-eclampsia é maior nas mulheres com gravidezes múltiplas, em mães adolescentes e mulheres maiores de 40 anos de idade. Também se incluem aquelas que têm a pressão sanguínea alta ou doenças dos rins. Quanto ao feto, à maioria das mulheres com pré-eclampsia dão a luz a bebês saudáveis. Umas poucas desenvolvem uma eclampsia. A pré-eclampsia pode prevenir que a placenta, que é o que proporciona ar e alimento para o seu bebê, obtenha sangue suficiente. Se isso ocorrer, o bebê receberá menos ar e alimento, o que poderá fazer com que o bebê nasça com baixo peso ou com outros problemas.

  • Sintomas e sinais de pré-eclampsia e eclampsia na gravidez

Quando a mulher grávida sofre de uma eclampsia, geralmente pode apresentar sintomas como convulsões, agitação intensa, perda da consciência e ausência de respiração durante breves períodos, além de possíveis dores músculo-esqueléticos e alterações na retina ocasionadas pela hipertensão.

No caso de que sofra uma pré-eclampsia, pode apresentar sintomas como inchaço das mãos, rosto, tornozelos e pés, ganho exagerado de peso, dor de cabeça forte e persistente, alguns transtornos visuais, dor no abdômen superior, pressão sanguínea alta, sangue na urina, taquicardia, náuseas e vertigem, etc.

Tanto a eclampsia como a pré-eclampsia podem também alterar os resultados analíticos do hematócrito, ácido úrico, creatinina, e diferencial sanguíneo. Um exame de urina pode demonstrar se existe proteína presente na urina da mulher grávida.

Tratamento da pré-eclampsia e eclampsia na gravidez

No caso de que a mulher grávida tenha pré-eclampsia, a melhor forma de proteger-se a si mesma e ao bebê, é dar a luz. Se isso não for possível pelo tempo que tenha o bebê, pode-se seguir outros caminhos para controlar a pré-eclampsia até que o momento seja mais adequado para o parto. Normalmente, esses caminhos requerem repouso, acompanhamento contínuo do médico, medidas para diminuir a pressão sanguínea e em alguns casos pode ser necessária a hospitalização. De todas as formas, o médico avaliará o caso e determinará o tipo de tratamento a seguir.

Bjo, bjo


18 set 2012

Cuidados durante a gravidez de gêmeos


Visitas ao médico com mais frequência, alimentação reforçada, são alguns dos cuidados que muitas mulheres grávidas de gêmeos precisam ter. Está claro que uma mulher grávida de dois ou mais bebês tem uma margem de risco maior de sofrer complicações durante a gravidez. O parto prematuro é uma das preocupações que passam pela cabeça dos pais, assim como a possibilidade de que os bebês nasçam com alguma deficiência ou outro problema.

Visitas ao médico da grávida de gêmeos

A mulher que espera mais de um bebê deverá visitar ao seu médico obstetra com mais regularidade. Pelo menos duas vezes ao mês nos primeiros 3 meses, e uma vez por semana durante o terceiro trimestre. E à medida que se aproxima do momento do parto, os exames e as análises serão mais intensos, principalmente para determinar se existe algum risco de parto prematuro. Em caso de que isso se confirme, é possível que o médico recomende repouso absoluto em casa ou no hospital, e em último caso, pode recomendar tratamento com medicamentos que ajudam a atrasar o trabalho de parto. E ainda que não apresente nenhum sintoma de parto prematuro, normalmente o médico recomenda uma redução das atividades diárias entre a 20ª e a 30ª semana da gravidez da mulher.

O especialista também controlará a pressão arterial da mulher grávida para determinar a presença de pré-eclampsia, o ritmo de crescimento dos bebês através de exames de ultrassom, assim como o ritmo cardíaco do feto quando está em movimento.

O peso e a alimentação da grávida de gêmeos

Outra preocupação em questão reside no peso que terão os bebês quando nascerem. Alguns estudos consideram que um aumento de peso adequado da mamãe na primeira etapa de sua gravidez, ajudará no desenvolvimento da placenta, aumentando sua capacidade para enviar os nutrientes aos bebês. Para reduzir o risco de dar a luz a bebês com baixo peso, depende muito de como a mamãe come e aumenta de peso, durante a gravidez. O comer bem significa alimentar-se de proteínas, cálcio e carboidratos. Um bom aumento de peso a princípio é positivo no caso de gestações múltiplas, porque esse tipo de  gravidez podem ser mais curta do que a de um bebê somente.

A quantidade de quilos que normalmente devem ganhar uma mulher grávida que vai ter dois ou mais bebês, não tem nada a ver. Enquanto a que espera somente um bebê, ganha de 11 a 13 quilos, durante toda a gravidez, a que espera gêmeos é aconselhável que ganhe de 15 a 20 quilos, e a que espera trigêmeos, de 22 a 27 quilos. Tudo dependerá claro, do peso normal de cada mulher. Além disso, o ingerir líquido, principalmente água, quando se está grávida é crucial, especialmente quando a gravidez é múltipla; o risco de contrações prematuras, e de nascimento prematuro, aumentam quando a mulher está desidratada.

Alguns médicos recomendam que as mulheres com gravidez múltipla consumam por volta de 300 calorias a mais por dia, do que uma mulher que espera somente um bebê. Isso equivale a aproximadamente a 2700 a 2800 calorias/dia. Além de ingerir vitaminas (sempre recomendadas pelo médico), ferro, ácido fólico muito aconselháveis nesse tipo de gravidez.

Possíveis complicações da gravidez de gêmeos

Quanto mais bebês, mais possibilidades terá a gravidez de ter complicações. Alguns estudos concluem que 60% dos gêmeos, mais de 90% dos trigêmeos, praticamente todos os quadrigêmeos nascem prematuros. E afirmam que, em média, a maioria das gravidezes de um só bebê duram 39 semanas; os de gêmeos, 36 semanas; os de trigêmeos, 32 semanas; os quadrigêmeos, 30 semanas; e na ocorrência de 5 bebês, 29 semanas. Os bebês com baixo peso são mais propensos a apresentar transtornos de saúde depois do seu nascimento, como perda da visão e de audição, deficiências, atraso mental, etc. Os avanços no cuidado desses pequeninos cresceram bastante.

As mulheres com gravidezes múltiplas também podem apresentar problemas de pressão arterial alta, relacionada com a gravidez (pré-eclampsia) e de diabetes. Mas, em geral, são problemas que não representam riscos para a saúde da mãe nem dos bebês. Isso se houver tratamento adequado em seu devido tempo.

Então mamães de gêmeos não exagerem para que os pequeninos permaneçam o máximo de tempo possível aí dentro ;)

Bjo, bjo

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