23 ago 2012

Alimentos que devem ser evitados durante a gravidez


Uma alimentação saudável durante a gestação é essencial para manter a saúde da mulher para o bom desenvolvimento do bebê. Por isso, além de dar preferência a alimentos nutritivos e a um cardápio balanceado com vitaminas, minerais, carboidratos, gorduras saudáveis e proteínas, a futura mamãe também deve ficar atenta quanto aos alimentos que podem causar problemas.

A lista de alimentos proibidos na gravidez deve ser indicada pelo obstetra e pode variar de mulher para mulher, mas existem certas opções que devem ser suspensas pelas gestantes em geral. Conheça 6 alimentos que devem ser evitados durante a gravidez.

1 – Carne mal passada

Jamais coma qualquer tipo de carne que não esteja bem cozida. As carnes cruas ou mal passadas brancas ou vermelhas, principalmente as de porco e de carneiro, podem conter micro-organismos causadores da toxoplasmose.

A toxoplasmose pode ser transmitida congenitamente, ou seja, da mãe para o feto. Os efeitos da doença para um bebê no útero variam de acordo com o período da gravidez em que a infecção teve início, mas podem acarretar danos cerebrais e cegueira no feto. O aborto espontâneo é outra complicação da toxoplasmose na gravidez.

2 – Ovos crus

Risque do cardápio ovos crus, eles podem ser fonte de bactérias que prejudicam a mãe e o bebê. Alimentos como molhos feitos de ovos crus ou pouco cozidos e maionese caseira também devem ficar de fora da alimentação da gestante. O ideal é cozinha-los até que a gema e a clara estejam firmes para evitar contaminação por salmonela.

3 – Leites e queijos não pasteurizados

A pasteurização é um processo que faz com que o leite seja aquecido a uma temperatura que mata os microrganismos quem podem ser nocivos à saúde sem modificar as características do alimento. Por isso, antes de consumir leites e queijos, verifique se são pasteurizados.

Outra dica é evitar os queijos importados de pasta mole, tais como: brie, camembert, roquefort, gorgonzola, queijo branco e o queijo fresco, a menos que sejam feitos a partir de leite pasteurizado.

4 – Peixes e mariscos

A maioria dos alimentos provenientes do mar, como certos peixes e mariscos são seguros para se comer durante a gravidez, desde que sejam bem cozidos. Essa recomendação é feita porque crus, eles podem estar contaminados com bactérias e vírus causadores de intoxicação alimentar.

Os peixes de grande profundidade, como o atum e o salmão, devem ser evitados por conter grandes altos níveis de mercúrio, substância prejudicial ao sistema nervoso e ao desenvolvimento cerebral do feto.

Certos tipos de peixes utilizados em sushi também devem ser evitados devido a grande quantidade de mercúrio. O atum enlatado na versão light geralmente tem uma quantidade menor de mercúrio do que outros atuns, mas ainda assim deve ser consumido com moderação.

5– Cafeína

cafeína é encontrada naturalmente no café, no chá, nas bebidas à base de cola, no chocolate e em alguns medicamentos. Embora a maioria dos estudos mostre que o consumo de cafeína durante a gravidez não esteja relacionada a má formação e anormalidades do feto, há outros que mostram que ela pode estar relacionada ao aborto espontâneo durante o primeiro trimestre da gestação, parto prematuro, baixo peso ao nascer, e aos sintomas de abstinência em recém-nascidos.

Ela também aumenta a produção dos hormônios do estresse, provocando compressão dos vasos sanguíneos uterinos, o que pode reduzir temporariamente a quantidade de oxigênio enviada ao feto. Portanto, o mais seguro é evitar a cafeína até o nascimento do bebê.

6 – Adoçantes artificiais

O ideal é evitar o uso dos adoçantes e substituir por açúcar, mas sempre com moderação. As gestantes e mulheres que estão amamentando também devem evitar a sacarina, dando preferência a sucralose e stévia. Em caso de diabetes, a melhor opção é usar o aspartame respeitando o limite diário de 40mg por kg de peso.

Boa sorte e coma bem :)

 

fonte: http://www.dicasdemulher.com.br


21 ago 2012

O que fazer para evitar o parto prematuro ou a prematuridade?


Este final de semana tendando entender um pouco mais sobre o parto prematuro ou prematuridade achei na web um artigo do Dr. Roberto Eduardo Bittar muito interessante, que sinceramente espero que possa ajudar muitas mamães evitarem passar pela prematuridade.

Bjo, bjo

O nascimento prematuro, ou seja, aquele que ocorre em idades gestacionais inferiores a 37 semanas é a principal causa de morbidade e mortalidade neonatal. A chance de morte neonatal é maior em idades gestacionais (IG) precoces e pode ser 40 vezes maior do que no recém-nascido (RN) de termo. Para os RN com peso inferior a 1500g, o risco de complicações neurológicas é cerca de 20 vezes maior. As internações hospitalares durante o primeiro ano de vida são três a quatro vezes mais frequentes nos prematuros. Portanto, o impacto social e econômico é enorme.

Por outro lado, evitar a prematuridade continua sendo um grande desafio ao obstetra. Trata-se de uma missão difícil, não apenas devido ao conhecimento incompleto dos fatores etiológicos e da fisiopatologia da prematuridade por não se tratar apenas de um problema de ordem médica, mas, também, educativo e social, o que o torna mais complexo.

A antecipação eletiva ou indicada do parto, que corresponde a cerca de 50% dos prematuros deve ser criteriosamente praticada, principalmente com o emprego de novas tecnologias para avaliação do bem estar fetal. É importante salientar que, na maioria das vezes, o determinante direto do parto eletivo é a chamada “alteração da vitalidade fetal”.

O parto prematuro espontâneo que corresponde à outra metade dos casos pode ter sua frequência diminuída se as alterações que surgem semanas ou dias antes do trabalho de parto, tais como as de contratilidade uterina, cervicais e bioquímicas forem diagnosticadas em tempo hábil. Quando detectadas oportunamente, o obstetra deve reavaliar as possíveis causas, afastar as infecções urinárias e vaginais (principalmente vaginose bacteriana), além de manter a gestante em repouso. Além disso, pode-se utilizar a progesterona natural (Oral: 300 mg/dia ou vaginal: 100 mg/dia) com o intuito de relaxar a fibra muscular uterina. Caso aquelas alterações não sejam detectadas precocemente, restarão algumas horas apenas para que o obstetra tente inibir as contrações uterinas através de tocolíticos, o que na maioria das vezes não se consegue, ou então empregar o corticóide para tentar evitar as complicações neonatais.

Assim, o aumento da frequência e ritmicidade das contrações uterinas pode ser detectado pela monitorização das contrações durante o pré-natal. O parto prematuro também é precedido por alterações do colo uterino, tais como o esvaecimento e a dilatação. O colo pode ser avaliado clinicamente pelo toque vaginal ou mais precisamente pela ultra-sonografia transvaginal. Este último exame, quando realizado entre 23 e 24 semanas e revelar um comprimento do colo menor que 20 mm, identifica a gestante de alto risco para o parto prematuro. Os marcadores bioquímicos do parto prematuro, tais como a fibronectina fetal, têm-se revelado úteis para a predição. Entretanto, seu emprego de rotina tem sido dificultado em nosso meio pelo seu custo elevado, apesar de estudos realizados no exterior terem demonstrado vantagens econômicas de sua utilização não só pelo fato de se diminuir os gastos com os cuidados neonatais, mas, também, de se evitar internações e uso de drogas uterolíticas desnecessárias nos casos de falso trabalho de parto.

Embora o emprego dos métodos preditivos e das medidas profiláticas serem ainda discutíveis, quando empregados em conjunto e com bom senso clínico, podem diminuir consideravelmente a prematuridade.

Como posso prevenir um parto prematuro?

Atualmente o acompanhamento pré-natal é um ótimo instrumento para controlar os fatores de risco envolvidos em uma gravidez. Este acompanhamento, quando realizado por um bom profissional e com regularidade, pode auxiliar não só na detecção de fatores de risco, mas também na prevenção de problemas mais graves próximo da hora do parto. No entanto, a gestante pode tomar alguns cuidados pessoais para se prevenir.

1 – Hidratação

Tomar bastante água no decorrer do dia é importante mesmo para quem não é gestante. Para este grupo, porém, torna-se indispensável. A falta de água pode provocar contrações, fator que pode adiantar o parto. Uma dica é prestar atenção na cor da urina: se ela for amarelo pálido, você está tomando água em quantidade suficiente. Mas atenção: gestantes têm maior necessidade de ir ao banheiro – e o consumo de água aumenta essa necessidade. Tenha cuidado para não deixar a bexiga cheia demais, já que isso também pode causar contrações.

2 – Medidas

Quanto mais avançada uma gestação, menor a medida do colo do útero. Durante cada período gestacional ele deve possuir uma largura específica, segundo os especialistas:

Entre 16 e 20 semanas: de 4 a 4,5cm

Entre 24 e 28 semanas: de 3,5 a 4cm

Entre 32 e 36 semanas: de 3 a 3,5cm

Se você notar que a abertura do colo é menor que quatro centímetros e perceber qualquer sintoma de parto prematuro, consulte imediatamente seu médico.

3 – Tempo entre gestações

Se, antes de se completarem nove meses desde o último parto, você voltar a engravidar, o risco de parto prematuro aumenta. Caso isso aconteça, procure seu médico para pedir maiores orientações.

4 – Saúde

Manter-se saudável é fundamental para quem quer evitar um parto prematuro. Procure alimentar-se corretamente, praticar atividade física leve (a menos que o médico peça para interromper) e cortar hábitos como o tabaco e o álcool. Essas medidas evitam problemas como a eclampsia e o diabetes gestacional, que podem provocar o adiantamento do parto.

5 – Atenção aos sintomas

Segundo especialistas, uma quantidade maior que cinco contrações em um período de uma hora pode ser indício de um parto prematuro. Outros sintomas são sangramento vaginal com coloração em vermelho vivo, inchaço de mãos e rosto, incômodo para urinar, vômito frequente, dor na região lombar e pressão na região pélvica.

Tomar esses cuidados não exclui a importância do acompanhamento médico regular. Sintomas ou reações atípicas durante a gestação deves ser reportados imediatamente ao profissional de sua confiança.


15 ago 2012

Acontecimentos indesejáveis durante a gravidez


Com a gravidez vêm coisas maravilhosas, desde uma pele com um brilho espetacular a uma barriga redonda e bonita. Porém, nem tudo são flores, pois existem acontecimentos mais “chatinhos” que podem vir juntamente com o pacote. Se ainda não descobriu nenhum, saiba alguns dos efeitos embaraçosos da gravidez, que fazem muitas mamães ficar envergonhadas.

Gases e arrotos

À medida que o bebê cresce o espaço na barriga começa a apertar e a digestão começa a abrandar dando lugar aos gases. Os intestinos ficam mais apertados dando uma sensação de inchaço maior do que a usual. A correta e fundamental ingestão de legumes e frutas poderá contribuir tb para a formação de gases. O ar que daí resulta terá de sair de uma forma ou de outra… Comer porções menores, e com mais frequentes durante o dia, ajuda a evitar este incomodo. Evitar comidas com muito açúcar, gordura e bebidas com gases também pode ajudar. Dormir com a cabeça mais alta, ou com o corpo para o lado esquerdo ajuda a aliviar os gases, quando se deitar, coloque as pernas elevadas na tentativa de aliviar a pressão da barriga nos intestinos. Caso nada ajude, peça ao seu médico para lhe receitar um medicamento apropriado para aliviar este problema.Apesar de o acontecimento ser mais incomodo durante a gravidez, lembre-se que ter gases é algo normal para todos, por isso não se preocupe muito.

Mamas

Pois é, se já está grávida saberá que o decote mais eminente é uma realidade; as mamas crescem e em consequência, os mamilos também; tudo isto serve para preparar a fase seguinte ao parto: a amamentação. Quanto mais as mamas crescerem mais sensíveis ficam, incluindo os mamilos.Usar creme hidratante ou uma loção emoliente à base de produtos naturais sempre que sentir uma coceira, pode ajudar. Manteiga de cacau ou loção com vitamina E poderá prevenir as estrias. O uso de tecidos suaves, evitando a lã ou outros tecidos mais irritantes para a pele também é aconselhado. Opte por sutiãs de tecido suave e confortável.Se por acaso desenvolver uma alergia ou verificar sangramento em algum dos mamilos, converse com o seu médico sobre essa ocorrência. Isto pode ser um sintoma de infeção bacteriana, ou em casos muito raros, poderá ser um sinal de cancro da mama, por isso converse sempre com o seu médico caso algo de anormal aconteça.

Vômitos e enjoos constantes

Mais de 80% das grávidas experienciam algum tipo de náusea durante a gravidez, e algumas mulheres chegam mesmo a conviver com as náuseas e a azia durante toda a gravidez. Embora ainda não se tenha chegado a uma conclusão certa sobre o que provoca os enjoos da gravidez, existem algumas explicações sobre o aumento dos hormônios da gravidez, o estrogênio e a progesterona.Na realidade não existe nenhuma medida ou medicamento milagroso que alivie os enjoos durante a gravidez. Porém, existem algumas medidas que pode vc pode experimentar, como começar o dia comendo algumas bolachas de água e sal antes de sair da cama, chupar gengibre ou comer menos porções e mais vezes.Usualmente, as náuseas passam depois do primeiro trimestre da gravidez, por isso irá sentir-se muito melhor depois desta fase mais complicada.É importante que esteja atenta à hidratação, ingerindo bastante água. No caso de os enjoos começarem a ser excessivos e não conseguir manter nada no estômago deve conversar com o seu médico para que ele tente ajudar com algum medicamento que pode aliviar os sintomas.

Incontinência urinária

Perder o controle urinário é algo muito comum, pois com a gravidez e o aumento dos hormonios existe um relaxamento dos músculos pélvicos, algo que começa a ser um indício da preparação do corpo para o parto. Este acontecimento é propício a algumas fugas de urina, sempre que uma gargalhada maior aparece, um espirro ou até mesmo uma tossida mais forte.Além dos hormônios que provocam relaxamento, a partir do segundo trimestre com o desenvolvimento do bebê a pressão na bexiga começa a aumentar contribuindo para este acontecimento.Séries de exercícios Kegel (contração dos músculos que controlam o fluxo da urina) praticados várias vezes ao dia poderão minimizar as consequências da perda de controle sobre a bexiga. Ir ao banheiro frequentemente, antes que a bexiga encha, também é uma boa forma de prevenir a incontinência urinária.Se os incidentes começarem a ser muito frequentes e começar a sentir dor ou ardência quando urina, deverá falar isso com seu médico, pois poderá estar com infeção da bexiga ou do trato urinário.

Linha escura na barriga e mamilos mais escuros

Os hormônios da gravidez têm muitos efeitos e o aumento do estrogênio leva a maiores níveis de melanina, resultando dos mamilos mais escuros e na famosa “linha negra”(linha que se vai notando com o decorrer da gravidez e que vai desde o osso púbico ate ao umbigo). Por volta do segundo trimestre, também pode surgir o melasma que implica manchas escuras na face.Na realidade não é possível prevenir o escurecer dos mamilos, a linha escura na barriga ou o melasma, eles simplesmente surgem. Colocar protetor solar de grau elevado diariamente poderá evitar que o melasma fique tão acentuado. Algumas semanas depois do parto estas mudanças tendem a desaparecer, por isso não se preocupe muito com isso.

Prisão de ventre

Ficar muito tempo no banheiro pode ser um dos sintomas desagradáveis da gravidez. Os hormônios da gravidez também diminuem os movimentos do trato intestinal, para que os nutrientes possam ser melhor absorvidos pelo bebê, o que pode diminuir não só a digestão como a evacuação. Com o decorrer da gravidez o bebê começará a pesar nos intestinos, ajudando também a diminuir os movimentos dos mesmos.Aumentar a ingestão de fibra ajuda o intestino a movimentar-se melhor. Ingerir mais legumes, vegetais, cereais integrais e bastante água faz com que o intestino funcione mais rapidamente. Beber sucos de ameixa ou de kiwi também pode ajudar. Porém deve ser evitada a ingestão de laxantes, especialmente os comuns, pois podem provocar contrações indesejadas.

Sexo, sexo e mais sexo

O aumento do fluxo sanguíneo, especialmente em algumas regiões do corpo, poderá provocar um desejo sexual maior, levando a intensos orgasmos múltiplos. Seja por este motivo, seja porque se sente mais bonita, ou porque desta forma sexo é apenas sexo sem preocupações, a realidade é que muitas mulheres grávidas ficam com mais desejo de sexo durante a gravidez. A menos que esteja passando por uma gravidez de risco, ou que o seu médico tenha aconselhado a abstenção, aproveite!Se estiver com problemas relacionados com a gravidez como placenta prévia, relaxamento da cerviz, ou estiver de repouso, poderá não ser boa ideia fazer sexo, porém em caso de dúvida pergunte sempre ao seu médico.

Acne

As variações dos hormônios da gravidez podem significar muitas mudanças para uma mulher, incluindo o surgimento da acne. Durante a gravidez deve ser evitado qualquer creme que contenha ácido salicílico ou peroxido de benzoil, típicos nos produtos de tratamento da acne. Para conhecer alternativas, deve conversar com o seu médico ou dermatologista, que poderá te recomendar uma máscara ou um tratamento que não seja prejudicial à gravidez. Porem, não se preocupe muito, pois depois do parto os hormônios voltam a estabilizar e a acne desaparece.

Estrias

Nem todas as mulheres ficam com estrias na gravidez; mas com o desenvolver da gestação, uma grande maioria começa a verificar que surgem marcas avermelhadas ou azuladas na barriga, coxas, parte superior dos braços e nádegas. Usualmente começam a surgir a partir do segundo trimestre, aparecendo geralmente na zona do umbigo e espalhando-se pela barriga. As estrias são essencialmente um “rasgar” da pele, resultante da desfragmentação do colágeno e das camadas elásticas da pele. Poderão surgir com um aspeto avermelhado, e provocar um pouco de coceira devido à inflamação da pele. Embora existam inúmeros produtos e tratamentos que prometem prevenir o fenómeno das estrias, existem poucas formas de impedir ou resolver este problema. Utilizar cremes hidratantes à base de produtos naturais pode ajudar, nem que seja para aliviar a coceira, bem como manter a pele hidratada e em boa forma com o que se ingere. Evite preocupar-se muito com isso, e lembre-se que são apenas marcas de amor da passagem do seu bebê.

Embora  poderão surgir vários episódios desagradáveis durante a gravidez com certeza a geração de uma nova vida, dentro de você deve ser uma das melhores e mais emocionantes experiências da vida.

Bjo, bjos


13 ago 2012

Hemorroidas na gravidez


Durante a gravidez muitas mulheres sofrem grandes alterações hormonais devido à preparação que o corpo tem de fazer para receber a nova vida que é gerada dentro de si.

Grande parte das mulheres têm hemorroidas pela primeira vez quando estão grávidas ou, se já possuem uma pré-disposição natural para tê-las, durante a gravidez tendem a agravar-se. No entanto, elas não surgem repentinamente, desenvolvem-se com o tempo e existem vários fatores que podem levar à sua ocorrência:

Na maioria das vezes, o aumento da produção de hormônios femininos, especialmente da progesterona, que produz um relaxamento geral dos músculos, que afeta as paredes internas do intestino, proporcionando o aparecimento/agravamento das hemorroidas.

Verifica-se um aumento do volume sanguíneo e da pressão exercida nas veias que se situam abaixo do útero, devido ao peso do feto. Desta forma, o fluxo sanguíneo torna-se mais lento, podendo mesmo estagnar em alguns pontos, originando um inchaço das veias ou até o seu rompimento, especialmente nas zonas mais propícias, como o reto e as pernas.

Precisa-se também levar em conta a prisão de ventre que afeta grande parte das mulheres nesta fase. Sendo as fezes mais duras e volumosas, há um esforço maior para a sua expulsão e, como as veias do reto e ao redor do ânus estão inchadas, pode surgir uma ruptura.

Por isso é muito importante que a grávida coma fibras, tome bastante água e também que pratique exercício físico para prevenir a obstipação.

A questão da hereditariedade é outro fator que influencia o surgimento das hemorroidas.

Por fim, estar sentada em superfícies duras durante muito tempo, pegar em grandes pesos ou estar em pé durante muito tempo poderão também contribuir para a sua manifestação.

Existem dois tipos de hemorroidas: as internas e as externas, sendo a distinção feita de acordo com a sua localização.

•          As hemorroidas internas localizam-se dentro do canal anal, na parte terminal do reto; normalmente não são dolorosas e há uma grande tendência para ocorrer sangramento.

•          As hemorroidas externas caracterizam-se por serem vasos que se dilatam, tornando-se salientes no canal anal, em redor do ânus. Esta característica leva a uma grande sensibilização na região, o que se pode tornar muito doloroso.

Principais sintomas:

Formigamento ao redor do ânus;

Dor, ardor e desconforto durante e imediatamente após a evacuação;

Sensação de não ter evacuado completamente;

Inchaço visível em redor do ânus;

Existência de muco;

 

Cuidados necessários durante a gravidez:

•          Ingira muitas fibras (cereais, frutas e vegetais frescos) para reduzir o risco de prisão de ventre;

•          Corte as gorduras (especialmente nas gorduras animais), nos alimentos ricos em açúcar e nos alimentos refinados ou processados;

•          Beba muita água – cerca de oito a dez copos por dia;

•          Faça exercício físico regularmente – caminhadas e ioga são atividades muito boas, mas deverá ver com o seu obstetra qual a modalidade mais aconselhada para você;

•          Faça exercícios para a zona pélvica e anal, contraindo os respectivos músculos durante alguns segundos e soltando-os de seguida (faça séries de 25 contrações);

•          Evite manter-se muito tempo de pé ou sentada (se a sua profissão a obrigar a permanecer sentada, levante-se de hora a hora e ande um pouco);

•          Deite-se virada sobre o lado esquerdo para aliviar a pressão das veias retais e facilitar o regresso do sangue das zonas inferiores do corpo;

 

Para aliviar o desconforto das hemorroidas:

•          Ao longo do dia, mergulhe a zona pélvica em água morna durante 10 a 20 minutos, (a água aquecida pode ter um efeito bastante calmante);

•          Se as hemorroidas forem externas, deverão retroceder por si só ao fim de algum tempo, mas poderá acelerar o processo e suavizar o desconforto, conduzindo a veia dilatada para o interior com o dedo, após ter lavado devidamente a zona afetada com água;

•          Sempre que possível, faça uma cuidadosa limpeza local com água morna e sabonete neutro quando evacuar. Caso tenha dificuldade em adotar esta medida, use papel higiénico macio e branco, pois o colorido provoca mais irritações.

•          Use uma pomada anti-hemorroidal, que tem características analgésicas locais e anti-inflamatórias. Você poderá adquiri-la nas farmácias ou em lojas de produtos naturais, mas será sempre recomendável pedir o aconselhamento do seu obstetra.

Boa sorte,

Bjo, bjo


07 ago 2012

Usar ou não adoçante durante a gravidez??


Os adoçantes artificiais estão entre os ingredientes mais pesquisados presentes nos alimentos de hoje em dia. Embora tenha havido muita polêmica sobre o uso de alguns deles, no geral os estudos indicam que eles são seguros para o consumo durante a gestação em doses moderadas. O Ministério da Saúde recomenda, contudo, que grávidas não usem a sacarina.

A gestação é, sem dúvidas, um dos momentos mais esperados pelas mulheres. Durante os nove meses todo o cuidado é pouco. O ritmo de trabalho diminui e o cardápio muda completamente.

O medo de engordar e não reconquistar a boa forma após o nascimento do bebê é preocupação constante entre as futuras mamães. A primeira atitude comum é cortar o açúcar e substituí-lo por adoçantes com menos calorias.

Mas, essas escolhas podem estar erradas. De acordo com a nutricionista, Elaine Rocha de Pádua, o uso indiscriminado do adoçante pode causar sérias consequências, inclusive para o bebê. “Os adoçantes podem ser naturais ou sintéticos. Ambos devem ser utilizados com cautela, principalmente no primeiro trimestre da gestação, para que se evite a possibilidade de efeitos causadores de má-formação no bebê”.

As piores opções para a gestante são os adoçantes artificiais à base de sacarina e ciclamato de sódio. São populares, principalmente, pelo preço baixo, mas, apresentam risco potencial de acordo com especialistas.

Veja os adoçantes mais populares e suas possíveis consequências:

Sacarina

Derivado da naftalina foi o primeiro adoçante a ser descoberto. Adoça 400 vezes mais que o açúcar, apesar de seu sabor altamente amargo. Possui substâncias que podem ser metabolizadas e, assim, atravessa a placenta e chega ao feto. Estudos comprovam que, nesses casos, a substância é encontrada no cordão umbilical. Além disso, incide na elevação da pressão arterial e é excretada no leite da mamãe.

Ciclamato de sódio

Quando associado à sacarina tem agradável sabor. Adoça de 30 a 140 vezes mais que o açúcar. Pode atravessar a placenta e lesionar o cérebro do feto. Tem também o poder de aumentar o nível plasmático materno em 25%. Nos Estados Unidos o ciclamato é proibido.

Aspartame

Apesar de menos valor calórico (4kcal/g), contém fenilalanina e ácido aspártico, quando as duas substâncias são metabolizadas se tornam altamente tóxicas e podem diminuir os níveis de serotonina do cérebro. Por isso, traz riscos de lesões no sistema nervoso do bebê, já que ele capta cinco vezes mais o adoçante do que a mamãe. Adoça de 180 a 220 vezes mais que o açúcar. Além disso, não é indicado para pessoas hipertensas e pode causar graves crises de enxaqueca.

Sucralose

Mais moderno, é da segunda geração de adoçantes e não é metabolizado. Adoça 600 vezes mais que o açúcar, além de ser isento de calorias. Não apresenta riscos de intoxicação ao feto e problemas neurológicos.

Independente da composição, a quantidade de adoçantes que usamos deve ser levada em consideração. “Atenção ao uso contínuo e exagerado. Temos que nos lembrar que, além do consumo dos adoçantes, os componentes são encontrados em diversos produtos diet e light”, conclui Elaine.

Você sabia?

Quando os adoçantes são ingeridos eles não substituem o açúcar para o nosso cérebro, ou seja, não indicamos aos neuroreceptores cerebrais o consumo de açúcar, portanto, não satisfaz a necessidade do cérebro. Por isso, muitas pessoas tem compulsão por doces.

Agora ficará mais fácil ainda se cuidar ;-)

Bjo, bjo

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