21 ago 2012

O que fazer para evitar o parto prematuro ou a prematuridade?


Este final de semana tendando entender um pouco mais sobre o parto prematuro ou prematuridade achei na web um artigo do Dr. Roberto Eduardo Bittar muito interessante, que sinceramente espero que possa ajudar muitas mamães evitarem passar pela prematuridade.

Bjo, bjo

O nascimento prematuro, ou seja, aquele que ocorre em idades gestacionais inferiores a 37 semanas é a principal causa de morbidade e mortalidade neonatal. A chance de morte neonatal é maior em idades gestacionais (IG) precoces e pode ser 40 vezes maior do que no recém-nascido (RN) de termo. Para os RN com peso inferior a 1500g, o risco de complicações neurológicas é cerca de 20 vezes maior. As internações hospitalares durante o primeiro ano de vida são três a quatro vezes mais frequentes nos prematuros. Portanto, o impacto social e econômico é enorme.

Por outro lado, evitar a prematuridade continua sendo um grande desafio ao obstetra. Trata-se de uma missão difícil, não apenas devido ao conhecimento incompleto dos fatores etiológicos e da fisiopatologia da prematuridade por não se tratar apenas de um problema de ordem médica, mas, também, educativo e social, o que o torna mais complexo.

A antecipação eletiva ou indicada do parto, que corresponde a cerca de 50% dos prematuros deve ser criteriosamente praticada, principalmente com o emprego de novas tecnologias para avaliação do bem estar fetal. É importante salientar que, na maioria das vezes, o determinante direto do parto eletivo é a chamada “alteração da vitalidade fetal”.

O parto prematuro espontâneo que corresponde à outra metade dos casos pode ter sua frequência diminuída se as alterações que surgem semanas ou dias antes do trabalho de parto, tais como as de contratilidade uterina, cervicais e bioquímicas forem diagnosticadas em tempo hábil. Quando detectadas oportunamente, o obstetra deve reavaliar as possíveis causas, afastar as infecções urinárias e vaginais (principalmente vaginose bacteriana), além de manter a gestante em repouso. Além disso, pode-se utilizar a progesterona natural (Oral: 300 mg/dia ou vaginal: 100 mg/dia) com o intuito de relaxar a fibra muscular uterina. Caso aquelas alterações não sejam detectadas precocemente, restarão algumas horas apenas para que o obstetra tente inibir as contrações uterinas através de tocolíticos, o que na maioria das vezes não se consegue, ou então empregar o corticóide para tentar evitar as complicações neonatais.

Assim, o aumento da frequência e ritmicidade das contrações uterinas pode ser detectado pela monitorização das contrações durante o pré-natal. O parto prematuro também é precedido por alterações do colo uterino, tais como o esvaecimento e a dilatação. O colo pode ser avaliado clinicamente pelo toque vaginal ou mais precisamente pela ultra-sonografia transvaginal. Este último exame, quando realizado entre 23 e 24 semanas e revelar um comprimento do colo menor que 20 mm, identifica a gestante de alto risco para o parto prematuro. Os marcadores bioquímicos do parto prematuro, tais como a fibronectina fetal, têm-se revelado úteis para a predição. Entretanto, seu emprego de rotina tem sido dificultado em nosso meio pelo seu custo elevado, apesar de estudos realizados no exterior terem demonstrado vantagens econômicas de sua utilização não só pelo fato de se diminuir os gastos com os cuidados neonatais, mas, também, de se evitar internações e uso de drogas uterolíticas desnecessárias nos casos de falso trabalho de parto.

Embora o emprego dos métodos preditivos e das medidas profiláticas serem ainda discutíveis, quando empregados em conjunto e com bom senso clínico, podem diminuir consideravelmente a prematuridade.

Como posso prevenir um parto prematuro?

Atualmente o acompanhamento pré-natal é um ótimo instrumento para controlar os fatores de risco envolvidos em uma gravidez. Este acompanhamento, quando realizado por um bom profissional e com regularidade, pode auxiliar não só na detecção de fatores de risco, mas também na prevenção de problemas mais graves próximo da hora do parto. No entanto, a gestante pode tomar alguns cuidados pessoais para se prevenir.

1 – Hidratação

Tomar bastante água no decorrer do dia é importante mesmo para quem não é gestante. Para este grupo, porém, torna-se indispensável. A falta de água pode provocar contrações, fator que pode adiantar o parto. Uma dica é prestar atenção na cor da urina: se ela for amarelo pálido, você está tomando água em quantidade suficiente. Mas atenção: gestantes têm maior necessidade de ir ao banheiro – e o consumo de água aumenta essa necessidade. Tenha cuidado para não deixar a bexiga cheia demais, já que isso também pode causar contrações.

2 – Medidas

Quanto mais avançada uma gestação, menor a medida do colo do útero. Durante cada período gestacional ele deve possuir uma largura específica, segundo os especialistas:

Entre 16 e 20 semanas: de 4 a 4,5cm

Entre 24 e 28 semanas: de 3,5 a 4cm

Entre 32 e 36 semanas: de 3 a 3,5cm

Se você notar que a abertura do colo é menor que quatro centímetros e perceber qualquer sintoma de parto prematuro, consulte imediatamente seu médico.

3 – Tempo entre gestações

Se, antes de se completarem nove meses desde o último parto, você voltar a engravidar, o risco de parto prematuro aumenta. Caso isso aconteça, procure seu médico para pedir maiores orientações.

4 – Saúde

Manter-se saudável é fundamental para quem quer evitar um parto prematuro. Procure alimentar-se corretamente, praticar atividade física leve (a menos que o médico peça para interromper) e cortar hábitos como o tabaco e o álcool. Essas medidas evitam problemas como a eclampsia e o diabetes gestacional, que podem provocar o adiantamento do parto.

5 – Atenção aos sintomas

Segundo especialistas, uma quantidade maior que cinco contrações em um período de uma hora pode ser indício de um parto prematuro. Outros sintomas são sangramento vaginal com coloração em vermelho vivo, inchaço de mãos e rosto, incômodo para urinar, vômito frequente, dor na região lombar e pressão na região pélvica.

Tomar esses cuidados não exclui a importância do acompanhamento médico regular. Sintomas ou reações atípicas durante a gestação deves ser reportados imediatamente ao profissional de sua confiança.

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