26 jun 2014

Jouer – moda infantil (sorteio camiseta para a Copa)


Mamães, hoje fui no prédio das heras, na Joaquim Floriano nº 111 e para a minha surpresa encontrei uma nova marca para os pequenos, a Jouer. A marca é das sócias e irmãs Natália e Júlia Massi  que como a marca mesma diz, produz roupas com muita bossa, alguma graça e quase nenhuma frescura.  Lá vc encontra looks para todos os momentos, desde os mais basiquinhos de malha para o dia-a-dia, até vestidinhos ou camisas para os passeios com os papais.

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O mais bacana é que a marca irá sortear aqui no Blog uma camiseta da copa. O que vocês precisam fazer:

1. Comentar este post dizendo que quer participar,

2. Seguir nossa página no Facebook e Instagram (@Babyblogbr), e

3. Começarem a seguir a @Jouerofficielle no Instagram.

Como a copa acaba agora dia 14/07, vamos realizar o sorteio dia 28/06, e faremos o possível para enviar a camiseta ainda para ser usada na semi-final, final com o nosso Brasil.

Veja a camiseta que lindinha.

Não percam a chance de ganhar esse prêmio! Vamooss Brasilllllllllllll

Bjo, bjo

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24 jun 2014

Estimulando as primeiras palavras


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Mamães, tem coisa melhor do que ficar conversando com nossos filhos? É uma delícia vê-los tentando nos imitar, pronunciar os sons, fazer o movimento da língua a cada som que emitimos. Ultimamente tenho feito muitos exercícios de fala com o Bernardo, não sei se minha ansiedade atrapalha, mas faço de um jeito mais lúdico, brincando e sem cobranças.

Falar com nossos filhos ajuda muito na formação do vocabulário deles, não importa a quantidade de palavras ditas, mas sim a forma como pronunciamos. Quanto mais simples as frases e mais lenta falarmos, mais conseguimos ajudá-los… Tenho desenhado as vogais e soletrando para o Be, ele adora, embora não consiga ainda pronunciar todas elas na sequencia, engraçado isso né?

Uma dica legal para quando for soletrar as palavras que quiser ensinar é estender o som nas vogais, do tipo Booo-laaaa, Luuuu-aaaaa, isso ajuda-os muito a assimilar os sons mais facilmente.

Fale bastante, faça isso diariamente, se vê-lo resmungar comemore, pois é um ótimo sinal de que a fala está sendo estimulada.

Bjo, bjo

 

 

Fonte: Crescer


18 jun 2014

As mais eficazes habilidades de estudo


Mamães, vocês conhecem o site da psicóloga Daniela Didio, psicóloga e psicopedagoga que atende crianças, adolescentes e adultos em Terapia Cognitiva-Comportamental, realizando avaliação e intervenção psicopedagógica além de coordenar e atuar no Projeto de Tutoria que visa identificar potencialidades, desenvolver e otimizar habilidades cognitivas e de estudo, psicossociais e emocionais, promovendo a autoconfiança, autoestima e autonomia de crianças e adolescentes do ensino Fundamental 1 e 2. 

Daniela escreveu um artigo super legal que poderá ajudar e muito as famílias na hora do estudo das crianças, onde ela sugere algumas técnicas para uma aprendizagem mais eficiente e duradoura.

Boa leitura.

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“…

Tenho estudado e pesquisado muito sobre habilidades de estudo e aprendizagem nos últimos tempos. Cada dia que recebo um aluno novo para Tutoria, Psicopedagogia ou Terapia Cognitiva com queixas relacionadas a aprendizagem observo que em sua maioria há uma dificuldade de como estudar, e mais precisamente, de como aprender de forma significativa o conteúdo, além de fazer relações, analogias, etc, o que é mais complexo. Percebo que precisamos investir mais em metacognição com nossos alunos e me chama atenção que muitas das habilidades que eles utilizam há anos, não são eficazes. A maioria não conhece outras estratégias para tal aprendizagem. Essa matéria que li outro dia, resumidamente, fala um pouco sobre as estratégias de estudo e sua eficácia segundo pesquisas recentes.

10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Um estudo recentemente publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou 10 técnicas comuns de aprendizagem para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.O resultado do paper traz algumas surpresas para o estudante.  Técnicas bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.

Três práticas foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída. É a ciência desaprovando boa parte do meu método de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais.
Por outro lado, foi confirmada a impressão que eu tinha de que a realização de exercícios em doses cavalares era extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos. Lembre-se de que o ranking reflete os resultados do estudo, porém cada pessoa tem o seu estilo de estudo e nada está escrito em pedra. Dito isto, falemos agora sobre as dez técnicas, das piores para as melhores.

Grifar – Utilidade Baixa: Prepara-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço. Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.

Releitura – Utilidade Baixa: Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas.

Mnemônicos – Utilidade Baixa:  Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização (diz-se de técnica, exercício etc.); fácil de ser lembrado; de fácil memorização. Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição). O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar. Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

Visualização – Utilidade Baixa: Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva. Surpreendentemente (ao menos para mim), a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação. Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos. De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica efetiva para provas que exijam conhecimentos inferidos de textos

Resumos – Utilidade Baixa: Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem. O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas. Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. O paper diz que a técnica pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.

Interrogação Elaborativa – Utilidade Moderada: A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros. O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? Em vez de O quê? Seguindo o exemplo que demos pouco antes, em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa. Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens. Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

Auto-Explicação – Utilidade Moderada: A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo. O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

Estudo Intercalado – Utilidade Moderada: A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória. Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas). O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

Teste Prático – Utilidade Alta: Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas. No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente. Como já recomendamos anteriormente, a maneira mais fácil de realizar testes é utilizando sistemas específicos para isso, como o site questões de concurso.

Prática Distribuída – Utilidade Alta – A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só. Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia. A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.


17 jun 2014

Aniversário do Be


Mamães, venho recebendo alguns e-mails me pedindo dicas e sugestões para a elaboração das festinhas de aniversário dos filhotes. Como ainda não sou uma expert no assunto, afinal só fiz uma festinha para o Be até hoje, resolvi compartilhar com vocês todas as dicas e fornecedores que usei, os que eu indico e os que não.

Bem não poderia começar a falar do aniversário do Bernardo, do tema, da decoração sem enaltecer a minha competentíssima amiga Letícia Alencar.  Foi a Letícia a responsável por tornar meu desejo realidade. Como mãe de menino, não queria uma festa muito frufru, minha ideia era algo mais rústico, mas com um Q de lúdico e ao mesmo tempo alegre. E foi isso que a Letícia conseguiu me entregar, uma festa sem nenhum tema convencional, mas lotada de bichos, plantas e cores.  Grande parte da decoração e da própria organização (Bolo, doces, garçons, recepcionista… ) eu fiz com a Letícia que já possui em seu portfólio os melhores fornecedores de SP.

O buffet, infelizmente não indico, contratei as barraquinhas da Tutti e cia, mas deixou muito a desejar, desde a uniformização e higiene dos garçons, até a apresentação dos sanduíches e etc…  Minha ideia era algo prático e de fácil acesso, embora tivesse garçons, os convidados poderiam se servir a vontade do que quisessem.

As Fotos foram outra grata surpresa, contratei a fotógrafa Carolina Gonzalez (carolinagonzalez06@gmail.com) e pedi para que ela focasse nos convidados do Be, isso é as crianças… Não queria um monte de fotos de adultos, é claro que pedi para que ela registrasse os melhores momentos, principalmente da família e os detalhes, o resto fotos dos pequenos e confesso uma mais fofa do que a outra.

Como fiz o aniversário no espaço Gourmet do meu prédio, decorei toda a brinquedoteca para que os pequenos tivessem um espaço legal para brincarem, com todos os brinquedos do Be, desde piscina de bolinha, balanço, carro… e foi ótimo pois as crianças não saíram de lá.

Bem chega de bla bla bla e vamos as fotos.

Espero que gostem,

Bjo, bjo

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** Este foi o enfeite da porta de maternidade do Be, que fica na porta do quarto dele até hoje.

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** Por ter várias crianças com menos de 2 anos, fiz este cantinho com papinhas doces e salgadas da Nestlé

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** Esta foi a lembrancinha que demos.

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** Estas letras minha cunhada trouxe de uma viagem dela para a Europa e fizemos este lindo quadro que enfeita a brinquedoteca do Be

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** Não ficou o máximo esta mala antiga para guardar os presentes?!

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** Esta foi a brinquedoteca do prédio que organizei com os brinquedos do Bernardo

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11 jun 2014

Habilidades femininas depois dos filhos aumentam!


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Mamães, que nós mulheres somos super mulheres quase polvos principalmente depois que nos tornarmos mães a gente já sabe, mas que estudos comprovam cientificamente que nossas habilidades aumentam e evoluem depois que nos tornamos mães é novidade. Hoje pelas minhas andanças pela Web achei este texto no site bebe.com.br e achei que valia muito a pena compartilha-lo com vc´s, espero que curtam a leitura.

Bjo, bjo

Pesquisas comprovam: com a chegada dos filhos, desenvolvemos uma poderosa cesta de competências que nos ajuda tanto em nosso crescimento pessoal como profissional.

Isso mesmo! Podemos dizer que a maternidade traz um certo upgrade para as mulheres. As pesquisas comprovam. Por exemplo: em um estudo recente da Regus, consultoria especializada em flexibilizar ambientes de trabalho, feito com 65 mil executivos mundo afora, nada menos do que 65% dos entrevistados afirmaram que contratar mulheres com filhos pode aumentar a produtividade, a criatividade e melhorar o relacionamento com os clientes.

Estudos científicos começam a mostrar por que isso acontece. Um dos mais conhecidos foi conduzido pela neurocientista americana Pilyoung Kim e publicado na revista científica Behavioral Neuroscience. Ela realizou exames de ressonância magnética do cérebro de 19 mães em dois momentos: nas primeiras semanas após o parto e entre o terceiro e o quarto mês depois do nascimento. Concluiu que há um aumento nas áreas do cérebro ligadas a raciocínio, planejamento e julgamento. Segundo os pesquisadores, esse fenômeno decorre de mudanças hormonais que ocorrem depois do parto, como o aumento dos níveis de ocitocina, estrogênio e prolactina. Tudo isso, claro, tem reflexos no comportamento da mulher.

Outro pesquisador que vem investigando esse assunto é o professor de biologia Adam Franssen, da Universidade de Longwood, em Virgínia, nos Estados Unidos. Sua tese é que as mulheres com filhos são melhores para resolver problemas, lidar com o stress e completar tarefas que envolvem memória. Para comprovar, tem desenvolvido com outros pesquisadores experimentos com ratos — no caso, fêmeas divididas em dois grupos, as com e as sem filhotes. Coloca os animais para realizar tarefas como orientar-se em um labirinto. Depois, analisa amostras de seus tecidos cerebrais. Na prancheta, perguntas como: será que a condição de mãe confere às fêmeas maior quantidade de neurônios? Ou os neurônios maternos são mais eficientes do que os de mulheres sem filhos? “Existem transformações nos neurônios”, afirma Franssen em uma entrevista à revista Smithsonian Mag. “Eles aumentam de tamanho ou alguns potencializam sua capacidade de produzir proteína em uma parte do cérebro ou talvez conectem neurônios que não se conectavam antes”, explica. Tudo isso, diz ele, para dar conta da enorme carga de trabalho que é cuidar de uma criança.

Na própria pele

Formada em biologia, Ligia Moreira Sena, que escreve o blog A Cientista Que Virou Mãe, acompanha as descobertas da neurobiologia do comportamento desde seus estudos de mestrado e doutorado. “Essa é uma parte da ciência que investiga as áreas do cérebro que atuam em determinados comportamentos e situações”, explica. “Quando minha filha nasceu, passei a observar em mim mesma muitas coisas que já havia estudado”, conta ela, mãe de Clara, hoje com 3 anos.

Ligia atua como moderadora de alguns grupos de mães em Florianópolis e percebeu que o que aconteceu com ela também é vivido por outras mulheres. “A neuroplasticidade é a capacidade de o cérebro se remodelar mediante determinadas situações. A maternidade é uma delas. Ele se adapta para que a gente consiga dar conta de muito mais coisas do que antes”, explica ela. Com um bebê em casa, a gente precisa ter uma atenção seletiva maior, precisa estar focada nas atividades de cuidados com ele, mesmo tendo muitos outros estímulos. Da mesma forma, pegar uma coisa tão frágil no colo exige mais precisão de movimentos. “Isso sem contar coisas menos mensuráveis, como a intuição mais aguçada, a atenção maior para pequenos detalhes”, afirma a bióloga.

Momento especial

Todas essas mudanças encontram terreno fértil para render bons frutos. “Em geral, a gestação é um momento de introspecção na vida da mulher, em que ela se volta para dentro, olha para si mesma. Na psicanálise, dizemos que ela faz uma pequena regressão e entra em contato com uma linguagem que a gente abandona quando cresce, a linguagem das emoções”, observa a psicanalista Audrey Setton Lopez Souza, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. “Nesse contexto, se a mulher se permitir, vai descobrir que sabe muito mais do que imagina.”

Para Stella Angerami, especialista em Counseling e Coaching, sempre é tempo para aprender mais sobre si mesma. Especialmente quando a vida traz um estímulo tão poderoso quanto o nascimento de um filho. Afinal, se conseguimos realizar esse grande feito de gerar uma nova vida, podemos realizar muito mais. “Temos mais ânimo para experimentar o desenvolvimento de um novo comportamento, que antes ficava apenas no terreno da vontade”, diz Stella. “Com o tempo, a mulher se vê diferente, melhor, mais feliz consigo mesma por ter conseguido transpor obstáculos que antes imaginava intransponíveis.” Por tudo isso, explica Stella, é muito comum que a nova mamãe mude de comportamento e seja percebida social e profissionalmente assim. Mesmo internamente, ela começa a refletir sobre suas necessidades pessoais e de vida — incluindo anseios profissionais, comparações entre custo e benefício.

E como tirar partido de todas essas mudanças? “Primeiro, ela precisa entender e aceitar que essas novas habilidades estão presentes”, observa Stella. “Depois, é importante refletir se delas nasce uma nova ocupação pessoal e profissional ou se apenas podem aprofundar o caminho que ela está seguindo e conquistar o que já tinha como plano para sua vida”, conclui Stella. Para ajudar nessa reflexão, apresentamos a seguir algumas das principais habilidades que afloram ou são acentuadas depois que temos filhos.

Organização

Logo nos primeiros dias com um bebê novinho em casa, a mãe percebe que ele tem um ritmo, que sua rotina precisa ser marcada por um ritual. “Ele necessita disso para se acalmar, para ir aprendendo a esperar”, explica a psicanalista Audrey Setton. “E a mãe também vai se acostumando a lidar com essa rotina, a organizar sua vida e a da casa para integrar esse novo ser”, completa. Um aprendizado importantíssimo, uma vez que, mesmo que conte com uma rede de apoio (empregada, babá, creche, marido, avós…), culturalmente é a mulher que gerencia o universo doméstico. Ver quem faz o quê, otimizar recursos, delegar tarefas. “Para tudo isso, ela tem de desenvolver ou aguçar o seu senso de organização, a capacidade de antecipar problemas e prever soluções para eles”, explica a psicóloga Rita Caligari, do Hospital e Maternidade São Camilo, em São Paulo. Já pensou ter que sair de noite à procura de fraldas descartáveis porque esqueceu de planejar as compras desse item ou verificar se o estoque doméstico era suficiente? Se trabalha fora, também precisará aplicar esse senso de organização a suas tarefas no escritório para dar conta de tudo no tempo certo, sem precisar ficar além do horário ou levar trabalho para casa.

Gerenciamento do tempo

Para equilibrar seus muitos papéis, a mulher com filhos precisa fazer uma reengenharia de tempo. Em sua agenda, as mesmas 24 horas de antes têm que render muito mais para que possa atender a todas as necessidades da sua vida como mãe, mulher, amiga, filha, profissional… “E, muito importante, sem esquecer de reservar um tempinho para si mesma”, diz Stella. “Esse respiro é fundamental para que ela dê conta das outras coisas.”

Relacionamento interpessoal

Com filhos, a mulher acaba tendo que lidar com uma rede de relações maior — babá, empregada, funcionários da creche, professores… “Aumenta mais a exposição a situações em que tem que lidar com diferenças, conflitos. Essas experiências estimulam a habilidade de se relacionar com pessoas”, entende Rita. Para quem lidera uma equipe no trabalho, é um aprendizado valioso. “A maternidade nos ensina a nos colocar no lugar do outro, a ter uma escuta mais sensível para suas necessidades e seus desejos. É assim que a mãe consegue distinguir o que o bebê está querendo dizer com cada tipo de choro”, explica a psicóloga Ana Merzel Kernkraut, coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Essa sensibilidade nos relacionamentos interpessoais é cada vez mais valorizada no mercado de trabalho.

Flexibilidade

Quando um filho entra em nossa vida, temos que lidar com muitas situações pelas quais nunca passamos antes sem perder o centro. “Aumenta muito o número de variáveis que a mulher precisa gerenciar”, diz Stella. Esse exercício, segundo ela, é ótimo para afiar seu jogo de cintura. Ela tem uma reunião importante no trabalho logo cedo e a empregada liga avisando que não vai conseguir chegar por causa da greve de ônibus. E agora? “São muitas as situações como essa em que ela terá que improvisar, encontrar uma saída à queima-roupa. Tudo isso é um treino que a torna mais flexível”, observa Rita.

Criatividade

Como uma coisa puxa a outra, os imprevistos acabam aguçando outra habilidade: a criatividade para buscar saídas, alternativas e soluções que nunca tinha imaginado.

Foco no desempenho da tarefa

Como o tempo é escasso, para dar conta de tudo, saber focar no que é essencial é outra habilidade valiosa. “Com isso, ela faz uma vez só e bem-feito”, diz Stella.

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