07 abr 2014

A segunda gravidez


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Mamães, hoje em dia com os avanços e a correria dos afazeres a  segunda gravidez da mulher tem acontecido cada vez mais tarde. nem sempre a idade biológica da mulher pode marcar o momento certo da segunda gravidez. Devido à inserção da mulher no mercado de trabalho, a maternidade se atrasa, e é comum ter o primeiro filho depois dos trinta anos.

Quando se trata do primeiro filho de uma mãe acima de 35 anos a tendência é que ele se torne filho único, ou que aconteçam gravidezes rápidas para aproveitar os anos férteis.

Dados recentes, feitos pelo IBGE, revelam que menos adolescentes de 15 a 19 anos estão tendo filhos no Brasil, em especial nas regiões Sudeste e Sul. A proporção de registros de nascimentos de mães dessa faixa etária caiu de 20,9% no ano de 2000, para 17,7% em 2011, ainda longe do ideal.

O relógio biológico na segunda gravidez

Na maioria dos casos, o segundo bebê chega por volta dos 35 anos, momento em que a taxa de infertilidade faz com que as possibilidades de ter uma nova gravidez diminua notavelmente e se situem em 8%.

A partir dos 38 anos, essa porcentagem baixa até os 3%. No entanto, a idade da mulher influencia não somente na hora de engravidar, mas também nas complicações que uma gravidez pode ocasionar em determinadas idades. O estado físico de um corpo, que já tenha passado anteriormente por uma gravidez e um parto, é uma questão importante para avaliar, já que uma segunda gravidez não pode ser encarada nas mesmas condições físicas que a primeira.

A idade materna e a nova gravidez 

Além da idade biológica e do estado físico, deve-se levar em conta a energia que é necessária para cuidar de crianças com idades diferentes. Pensar no futuro, nas forças necessárias para cuidar da alimentação, da educação e proporcionar o bem estar necessário às crianças para seu correto desenvolvimento é a chave para enfrentar uma segunda gravidez. Em geral, as energias não são as mesmas aos 40 que aos 50. Por outro lado, o pai também é “de primeira viagem” e os medos e as dúvidas vividos com o primeiro filho ficaram para trás. Sua experiência no cuidado com o primeiro bebê será muito valiosa nessa nova etapa que começa.

Outro irmãozinho para seu filho 

Preparar o primogênito para a chegada do seu novo irmão é fundamental para conseguir sua estabilidade emocional. Essa estabilidade vai ser muito benéfica para a família e vai contribuir positivamente no desenvolvimento do dia a dia. O papel do pai na dinâmica familiar, sua participação e sua ajuda e motivação vão tornar a chegada do segundo filho num acontecimento muito especial. Sua integração natural e espontânea no seio familiar evitará ciúmes do primogênito e incentivará uma boa relação entre os dois irmãos desde o início. Os ciúmes do irmão mais velho pode se tornar num problema de convivência  e os pais devem usar todos os meios para que a criança curta a chegada de um irmãozinho como uma experiência enriquecedora e não como uma perda de privilégios.

O desafio de aumentar a família 

Após o parto, o trabalho se multiplica por dois. Os pais agora têm que cuidar de dois filhos, e em função da diferença de idade entre eles, notarão que o tempo disponível para seus cuidados pessoais e dedicação se reduz significativamente. Um segundo filho implica também num reajuste da economia familiar. As fraldas, as refeições, as roupas, a decoração do quarto e mais adiante a escola infantil. Tudo se traduz em dinheiro e gastos. A chegada de um novo membro na família representa um bom desembolso econômico. Mas com muito trabalho em equipe e tempo para se adaptar às novas exigências familiares, a recompensa será muito grande.


26 mar 2014

Desabafo, as manhas do pequeno Be – Diário de bordo


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Mamães, hoje vou falar mais uma vez das birras e manhas infantis, meu pequeno Bernardo está nesta fase terrível, tem muitas horas que minha vontade é dar uma bronca, que sá um chocalhão mas será que um bebe de 1 ano e 2 meses, entende? Ele é tão bonzinho no geral que penso que estas crises, tem um porque? Atualmente meu marido tem viajado muito a trabalho, dos 3 meses deste ano ele passou pelo menos de 7 a 10 dias viajando em cada. Na maior parte das vezes que o Bernardo tem estas crises, é quando vê o pai, na última quinta que meu marido voltou, de 10 dias fora, ele ficou tão feliz e exitado que a noite ele não conseguia dormir de pura agitação.

Engraçado como a gente pensa que eles tão pequeninos não entendem muito, mas no fundo são pessoinhas muito espertas.  No fundo isso me causa certa invejinha, afinal a mãe em período integral, 100% disposta, presente sou eu e basta a presença do pai para chorar e querer ir para o colo dele. Será isso um pouco de carência?

Não sei como é na casa de vocês, mais na minha embora meu marido seja apaixonado pelo nosso filho, não é dos mais presentes. Trocar fralda, dar banho, preparar e dar a mamadeira, trocar a roupa, colocar para dormir entre outras n coisinhas, é obvio que não faz, mas festa todos os dias que chega do trabalho pegar no colo e brincar 5 minutos isso sim.

Há quase dois meses, todas as vezes que o Be vê o pai, ele chora que quer ir para o colo dele, e se o mesmo não pegá-lo no colo e ficar todo o tempo com ele, não está bom…

Gostaria de saber se outras mamães também já passaram por isso ou algo parecido, quem puder me dar dicas de como agir eu adoraria, (fernanda@babyblogbr.com.br)

Aproveito para colocar abaixo um texto bem interessante do site bebe.com.br

Bjo, bjo

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“… Tudo começa com um chorinho quando o bebê não consegue satisfazer seus desejos – subir na mesa, pegar o controle remoto, não devolver o brinquedo do irmãzinho. Mas o primeiro mandamento para lidar com a birra infantil é não se desesperar.

Gritar e perder o controle só reforça esse tipo de comportamento da criança, que entende a sua reação como parecida com a dela. Quando o pequeno percebe que conseguiu tirá-la do controle e chamou a sua atenção, desconfia que você acabará cedendo, especialmente se estiverem em público. E, aí, salve-se quem puder.

Segundo a psicanalista infantil e familiar Anne Lise Scappaticci, de São Paulo, desde muito cedo as crianças aprendem a arte da manipulação. “Da mesma maneira que sabem que agradam quando são boazinhas, percebem que podem usar a birra para conseguir o que desejam”, diz.

A teima faz parte do comportamento infantil, como uma tentativa de a criança demonstrar certa independência e expressar suas vontades. E aparece por volta de 1 ano e meio de idade.

Quando a criança tenta conseguir o que quer através de showzinhos, a dica é dar um pouco de atenção, sem estender a bronca por horas. Você pode dizer que esse “não” é o jeito de conseguir o que ela quer e por causa disso não vai ter mesmo. E não fique assistindo ao espetáculo, a menos que a criança esteja se debatendo e corra o risco de se machucar.

“Nesses casos, aconselho a abraçá-la e ir conversando até ela se acalmar”, afirma Anne Lise. Se o incidente ocorreu numa festa de aniversário, por exemplo, assim que cessar, volte para casa. Depois de um escândalo como esse, a criança não pode ser recompensada com diversão.

Segundo Vera Iaconelli, psicanalista e coordenadora do Gerar – Instituto de Psicologia Perinantal, se o ataque for muito intenso e você estiver no shopping ou no parque, vale levá-la até o carro para se acalmar e, se for o caso, nem retornar. O problema é acabar com o programa dos irmãos ou da família toda. O ideal é tirá-la do local e mostrar que a birra não levará a nada, que você não mudará de ideia.

“Quando os pais aprendem a lidar com o filho, as birras diminuem. Depois de uma ou duas vezes, ele aprende que a teimosia não adianta e para de insistir. Se isso não acontece, é porque a criança descobriu que fazer cena funciona e ela sempre ganha a parada”, diz Vera.

A maneira de lidar com esses conflitos é decisiva. “Os pais precisam ser firmes, mesmo que o filho chore e fique com raiva deles. Se cedem a cada vez que ele fica desapontado, acabam criando uma pessoa que não suporta a frustração, tem dificuldades de relacionamento e fica malvista pelos amigos, que muitas vezes se afastam”, alerta Anne Lise.

O bebê está brincando, você precisa dar banho nele para sair, mas a criança não quer. Ele se rebela e chora. Nessas horas, o truque é mudar seu foco, chamando a atenção para objetos e pessoas de que ele gosta. Imagine se os pais ou os cuidadores sempre cederem a essa pequena rebeldia? Como conseguirão encontrar um momento para levá-lo à banheira? E quando ele ficar maior, serão os pais capazes de impor obediência?

A psicanalista Vera Iaconelli explica que a capacidade de aceitar regras vai se desenvolvendo ao longo do tempo e os pais não precisam fazer disso uma batalha, entrando em constante confronto com a criança.

“Alguns pais têm tanto pavor da birra que negam tudo, vetando qualquer chance de o filho se revoltar e descobrir por si só o que quer. O equilíbrio está em selecionar o não para coisas realmente importantes, como morder e bater nos outros ou nos objetos, colocar o dedo na tomada, atravessar a rua sem dar a mão.”

Se seu filho sempre se comporta como um birrento, atenção! “Apesar de ser frequente no universo infantil, o padrão indica um problema mais sério. É hora de procurar ajuda de um especialista. Do contrário, a birra fará a criança se fechar em uma ideia fixa, sem enxergar outras possibilidades”, alerta Anne Lise.

É difícil enfrentar um comportamento quando ele aparece pela primeira vez. E é muito comum a criança que nunca fez uma determinada birra um dia se atirar no chão e fazer manha, deixando os pais atônitos.

Uma das explicações para isso é a imitação. Ela pode ter visto o amiguinho fazer o mesmo, percebido que funcionou e tentar a sorte também. “O papel dos pais nessa hora é dizer não e tirar a criança do local. Ponto final. Não caia na tentação de passar meia hora falando, dando corda para uma atitude repreensível ou criticando a ação como se fosse a pior coisa do mundo”, diz Vera.

“Até os 5 ou 6 anos, a criança não consegue manter a concentração nas palavras por mais de 20 ou 30 segundos”, diz a psicóloga infantil e terapeuta familiar Suzy Camacho, autora do livro Guia Prático dos Pais (ed. Paulinas).

Por isso, é fundamental insistir nas regras. “Antes de sair de casa, converse com ela e deixe claro o que não será permitido. Dependendo da idade, ela pode esquecer, daí a necessidade de repetir a história muitas vezes, até que ela aprenda.

Antes de chegar ao supermercado, por exemplo, deixe claro o que será possível comprar entre as guloseimas de que ela gosta e quando poderá comer. Caso ela abra o iogurte ou o pacote de bolacha ainda na loja ou no carro, seja firme. Diga que não é hora nem lugar para comer aquilo e coloque o produto em local fora de alcance. “A estratégia é evitar o acesso fácil ao que é proibido e aguentar a birra, mesmo que se sinta constrangido por estar em local público”, afirma Anne Lise.

Muitas vezes, os pais acabam dizendo sim, sim, sim por pena de ver o filho sofrer. Quem nunca teve ímpetos de aceitar levar um brinquedo caríssimo só de olhar para a carinha de choro de seu filho, implorando no meio da loja, quando o combinado era não comprar nada?.

Segundo Suzy, no entanto, para criar pessoas equilibradas é preciso que os pais impeçam o filho de impor sempre sua vontade. “Quem não quer ter um ditador precisa dizer não. Crianças que nunca são contrariadas acabam se tornando adultos infelizes, irritadiços, agressivos, depressivos, já que o mundo não dá o mesmo sim incondicional dos pais”, afirma Suzy.

O limite, explica Vera, é uma forma de evitar a teima e deixar a criança mais segura. “A criança sem limite se sente culpada, sem chão, tem dificuldades para ficar longe dos pais. Quando eles são firmes, elas se sentem acolhidas e entendem que uma cena não os fará mudarem de ideia.”

“Se os pais forem coerentes com o que dizem e fazem, terão um filho disciplinado aos 7 anos e deverá seguir assim pelo menos até a adolescência, quando a rebeldia, uma nova forma de birra, ressurge em intensidade variada, dependendo de como a criança vem lidando com as frustrações”, conta Suzy.


25 mar 2014

A importância do vínculo entre mãe e filho


Olá leitoras, tudo bem? Acabei de ler um artigo super interessante, da importância do vínculo familiar para o desenvolvimento de uma criança.   Infelizmente o que mais vemos hoje em dia são famílias tão preocupadas no ter que esquecem do ser e isso também inclui as relações e laços familiares.  Embora eu tenha planejado ficar em casa um ano com meu pequeno Be, precisei voltar ao mercado de trabalho, confesso que muitas vezes me pego questionando se fiz a escolha certa. Como falei neste post  acabei optando por um trabalho mais flexível, menos estável, mas com possibilidade de uma rotina mais leve.  O que me choca é quando escuto mães, colegas mulheres esclarecidas optando por deixar seus pequenos em escolas ou creches período integral ou terceirizando totalmente  a troca de amor que deveria existir entre mãe e filho, por filho e babá.  Me parece tão injusto e ao mesmo tempo tão cruel. Dentro da minha ausência diária o que eu faço é sempre que possível ligar em casa e falar com o Bernardo, quando chego a noite dedico pelo menos duas horas para brincar com ele, coloco ele para dormir todos os dias, afinal este é o nosso tempo juntos, onde ele me tem 100% .

Se existe um conselho que eu possa dar é  NÃO ABARA MÃO deste tempo em conjunto, certamente no futuro isso fará toda a diferença no desenvolvimento do seu filho.

Leiam abaixo uma entrevista super interessante que aborda o tema, com o pediatra José Martins , autor do livro criança terceirizada, que também super indico a leitura.

Bjo, bjo

” …

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O pediatra José Martins Filho defende a presença da mãe para o bom desenvolvimento emocional da criança. E que isso não pode ser delegado. Leia mais

A presença da mãe é essencial para a criança nos primeiros anos de vida. E a ausência tanto dela como do pai na educação e na rotina diária pode trazer sérios prejuízos à personalidade do pequeno. Essa é a opinião do pediatra José Martins Filho, professor de pediatria da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo, e que atua como médico há mais de quatro décadas. Martins é autor do livro A Criança Terceirizada (editora Papirus), uma obra polêmica, na qual defende que a criança de hoje está sendo abandonada, e sua educação, delegada a terceiros, da avó à escola ou creche. E que isso independe da classe social. No momento, o pediatra está finalizando seu próximo livro, no qual deve continuar esse debate. A obra tem como título provisório A Difícil Arte de Educar no Século XXI.

José Martins Filho esteve, no final de novembro, no 3ª Conferência Internacional Sobre Humanização do Parto e Nascimento, que aconteceu em Brasília e teve o apoio do Ministério da Saúde. No evento, o pediatra participou de uma mesa-redonda sobre o vínculo entre mãe e filho. E, durante a conferência, ele conversou com a nossa reportagem sobre essa e outras questões que circundam o universo materno.

1. Em seu livro A Criança Terceirizada, o senhor traça um histórico das crianças no mundo. E no Brasil, como o senhor vê a criança hoje?

A trajetória das crianças na história da humanidade é semelhante em todas as partes do mundo. Eu falo no livro, inclusive, das crianças escravas, das indígenas e, principalmente, no momento atual, das faveladas e marginalizadas na rua. A criança, infelizmente, não tem produção econômica, embora seja o futuro da humanidade de qualquer país e os investimentos para cuidá-las são muito poucos. Se o que se gasta em guerras e na fabricação de armas pelo mundo fosse gasto em educação e cuidados com elas, seguramente teríamos uma perspectiva muito melhor para todas elas.

2. Em relação às nossas crianças, do mundo moderno, qual o maior problema que enfrentam?

Os problemas divergem. Há locais em que a fome, a falta de higiene, a ausência de escolas e de serviços de saúde são inacreditáveis, vide o Haiti, a África e alguns países do Oriente mais pobre. Mas, no mundo dito ocidental e, principalmente, nos países em desenvolvimento e desenvolvidos, como esses problemas são em muito menor número, o que vemos é a falta de foco no cuidado e na educação das crianças, principalmente por parte dos pais e familiares. Elas são, cada vez mais, terceirizadas e legadas a posições secundárias e terciárias na recepção de atenção, afeto, carinho, amor e cuidados. É como eu digo em meu outro livro, o Cuidado, Afeto e Limites (editora Papirus). Essa ausência de cuidados e de afeto determina problemas graves e sérios de educação e de formação da personalidade.

3. E os pais?

O mesmo eu diria dos pais. Tudo depende dos locais em que vivem e a situação de miséria, pauperismo, falta de preparo intelectual e de formação pessoal e psicológica para atuar. Claro que nem sempre o amor pelas crianças depende de preparo intelectual, mas isso as ajuda na estruturação da família. O pior é que adultos que sofreram abandono e terceirização na sua infância tendem, obviamente, a ter mais tendência a abandonar, a terceirizar seus filhos. É um terrível ciclo vicioso.

4. Não deveria ser diferente?

Essa não é uma informação científica. É uma impressão minha. É a mesma questão da violência: pais violentos, pessoas agressivas frequentemente sofreram abusos e violência na infância. É paradoxal, mas parece ser algo que precisa ser mais bem estudado.

5. O senhor compara, em seu livro, a situação das crianças que têm pai, mãe, família, uma considerável condição financeira e social com crianças que vivem nas ruas, sujeitas a maus-tratos. Por que essa comparação?

Comparo porque essa é a realidade da sociedade contemporânea, cada uma com suas considerações, complicações, problemas e dificuldades. Ninguém escapa à falta de amor, incentivo, apoio, afeto, seja rico ou pobre. Claro que uma vida miserável, até certo ponto, pode facilitar o abandono. Mas existem, como digo no meu livro, as gaiolas de ouro: crianças ricas, aprisionadas, sem carinho e sem a presença dos pais, em um mundo que as transforma em miniexecutivas. É terrível essa situação. Por que será que jovens de classe média e alta estão cometendo crimes às vezes muito mais violentos do que os de classe menos privilegiada? O que será que está faltando na sua formação infantil? Estão terceirizando barbaridade aos filhos. Algumas creches estão até oferecendo pernoites para as mães que viajam ou estadias de vários dias para que mamãe e papai possam curtir as férias sossegados. Na verdade, a terceirização existe em todas as classes sociais e cada uma delas com suas peculiaridades.

6. Mas sabemos que as mães vivem culpadas. Culpam-se por não se dedicarem, suficientemente, em termos de qualidade e quantidade, aos filhos, não se concentram no trabalho porque estão com a cabeça em casa e ainda têm que ser boas profissionais, esposas, mulheres, lindas? Não é uma carga muito pesada sobre as mulheres?

Sim, é uma carga grande, que sempre, aliás, existiu, só que não se falava abertamente sobre isso e eu não culpo jamais as mulheres, principalmente as mães. O problema está em uma sociedade hedônica, narcisista, consumista, em que as pessoas vivem para gastar, comprar, pagar contas, às vezes para sobreviver porque não têm escolhas. Mas muitas vezes porque não param para pensar onde e como querem chegar a essa correria do dia a dia. O que proponho é uma tomada de consciência, um diagnóstico para que as pessoas possam pensar um pouco melhor na vida, no dia a dia e para que trabalhem, sim, se precisam, mas priorizem a vida com seus filhos. Pois o futuro deles tem muito a ver com tudo isso. Mas não é o que eu digo que pesa nos ombros das mães. É a situação de uma sociedade injusta e problemática, que aceitamos e não denunciamos. O meu livro é uma denúncia a um mal-estar da sociedade moderna, que está abrindo mão de cuidar de sua prole, de seu futuro, que são seus filhos. Não quero nenhuma mãe se sentindo culpada, mas que elas cobrem dos pais, dos outros familiares, que peçam ajuda, se precisam, e que lutem por uma melhor licença-maternidade, como há em alguns países desenvolvidos, de um e até de dois anos e, às vezes, até para os pais. E também me surpreende e angustia aquela pessoa que tem um filho e, mesmo podendo ficar com ele nos dois primeiros anos, não o faz, não o amamenta, inventa compromissos que não precisa só porque não sabia que a maternidade implica em compromisso e em deveres complexos. Não discuto a mãe que trabalha para sobreviver porque o pai, sozinho, não consegue pagar as contas da casa. Mas discuto com as famílias que têm dois carros, quatro celulares, cinco aparelhos de televisão etc., mas não podem ficar com seus filhos nem um instante, saem de casa às 7 horas da manhã e voltam às 8 da noite. Isso é uma realidade muito triste.

7. Como, então, a mãe que precisa desse apoio, dessa “terceirização”, pode usar dessa rede sem ser escrava da situação e continuando como protagonista da relação mãe e filho?

Trabalhar é possível. O que é preciso é priorizar a questão da criança, é dar prioridade mesmo. Se ela está doente e com febre, acompanhe-a ao médico, fique com ela, peça um atestado, queira progredir mais na carreira do afeto e do amor com seus filhos do que na carreira pessoal no trabalho. É difícil, eu sei, mas me angustia ver na mídia anúncios, como um que acabo de receber, de creches que se oferecem para cuidar 24 horas das crianças, ficar com bebês de 1 ano ou 2, enquanto as mães viajam e ficam um mês fora. Uma dona de creche me contou que há mães que dizem “olha, quero pegar meu filho à noite, de banho tomado, pijaminha, já jantado e melhor se já estiver dormindo”. Será que essas pessoas sabem o que estão fazendo? Afeto faz crescer, desenvolve o corpo e o espírito. Ter filhos é uma coisa séria e de responsabilidade. Por que então ter filhos se não se pode cuidar deles? Claro que há exceções, mas vamos fazer o possível para colocar as coisas no devido lugar e entender o que estamos fazendo com nossos pequenos porque nenhuma outra mãe na natureza deixa de cuidar pessoalmente de seus filhos até que eles cresçam e se desenvolvam para a independência.

8. E o pai? Qual o papel dele em toda esta história?

O mesmo da mãe, só que ele não engravida, não pode amamentar e tem que estar sempre, principalmente no primeiro ano de vida, apoiando a mãe. E é a partir dessa idade que ele, além de apoiar, ajudar a mãe, começa a ter um papel fundamental no desenvolvimento emocional do bebê. Ele é fundamental desde a gravidez. Mas não adianta deixarmos de perceber que a maternidade é algo muito especial e que o pai vai entrando aos poucos no mundo da dupla “mãe e filho”. Em vários países, o pai também tem licença-paternidade. Em alguns, ele pode, no segundo ano depois do parto, cuidar do filho e a mãe voltar ao trabalho. A dupla mãe e pai é fundamental. Aliás, tenho visto em muitas ocasiões de minha vida profissional pais muito dedicados, mesmo quando a mãe, infelizmente, não está presente como se gostaria.

9. Como, então, ser uma mãe “suficientemente boa”?

Amando seus filhos, tendo consciência do seu papel, chamando o companheiro para participar e distinguindo o que é real, necessário e o que é supérfluo. Amar só se aprende amando, não é verdade?


24 mar 2014

Existem imagens que falam mais que 1000 palavras


Para começarmos bem a semana nada melhor do que uma seção de fotos inspiradoras, e cheia de amor!!!

Boa semana à todos

Bjo, bjo

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21 mar 2014

Para mamães e bebês de Brasília


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Mamães candangas, olha que bacana, a educadora física e perinatal Dani Rico desenvolveu um programa diferenciado, voltado para gestantes, pós-parto e bebês e o aplica na Companhia Athletica de Brasília.

As gestantes realizam exercícios leves e moderados, que não ofereçam riscos de queda nem sobrecarga alta, sem impacto e não exijam esforço intenso. Como exemplo há: alongamentos, fortalecimento de assoalho pélvico e abdômen específico, exercícios respiratórios, hidroginástica, natação, musculação, localizada adaptada, dentre outros. Dani informa que durante as atividades, a grávida deve ter o controle de frequência cardíaca, ingerir bastante água e não estar em jejum.

Isso é importante, tendo em vista que a gestante reclama de dores, desconforto postural, à medida que o bebê vai crescendo. Isso se deve por causa do ganho de peso, mudanças hormonais, alterações posturais, etc. Dessa forma, a futura mãe deve realizar um trabalho específico para amenizar tal desconforto.

No pós-parto há uma mudança na vida da mulher, no corpo. Entra dedicação total ao bebê, o cansaço, dentre outros itens que podem prejudicar sua saúde física e mental. Para que isso seja atenuado, é interessante que ela se distraia e, conviver com outras pessoas, praticar exercícios, sair de casa é fundamental para prevenir uma depressão pós-parto.

Nesse caso, o programa oferece atividades em grupo e individuais, conforme a necessidade e objetivos de cada uma. “A mãe pode levar o filho e deixá-lo ao seu lado durante as aulas”, diz a professora. O intuito é proporcionar uma troca de experiências, o que favorece o lado social e familiar. As modalidades para esse momento são: ginástica localizada, treinamento funcional, alongamento, hidroginástica, musculação, yoga, ginástica holística e circuito. Há ainda eventos especiais como: aula de dança com o bebê, boxe, balé, piquenique, caminhadas, até palestras de prevenção de acidentes, o nosso do bebê, etc.

Já a terceira fase, que é a do bebê, o programa contempla crianças de três a nove meses de idade. O foco é estimular os aspectos físicos, respeitando as etapas motoras de cada um. O trabalho com esses pequenos despertam a curiosidade, a concentração e a parte sensorial por meio da música, psicomotricidade e natação.

Além disso, Dani Rico ministra palestras com temas direcionados para maternidade com profissionais de referência como, pediatras, obstetras, nutricionistas, dentistas, psicólogos, enfermeiras, etc. São organizadas também aulas especiais como shantala, slingada, caminhadas, piqueniques, aula de dança, aula dos pais, dentre outras.

 

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